subversão de estereótipos e convenções

  • Severa Vigilância
    Severa Vigilância

    2008
    Film
    Cortesia do artista

    Desenho das Ideias / François Bucher / teatro
  • Véronique Doisneau
    Véronique Doisneau

    Vista de la obra en la exposición Ficções do Invisível, en la 7ª Bienal

    Foto: Del Re/ Stein

     

    austeridade / despojamento / Ficções do Invisível / fragilidade / intimidade / invisibilidade / Jérôme Bel / linguagem / por em cena / teatro
  • La cuadratura del universo
    La cuadratura del universo

    1990

    Impressão sobre papel

    Coleção Centro de Arte Experimental Vigo, La Plata

    artifício / Desenho das Ideias / Edgardo Antonio Vigo / enciclopédia paradoxal / espaço impossível / instrução / mentira / paradoxo
  • Subversão de convenções

    Em termos gerais, o convite para deslocar a percepção, para questionar as categorias estabelecidas - de tempo, espaço e conhecimento - e para oferecer perspectivas alternativas ao status quo é um objetivo compartilhado pelos artistas da exposição Desenho das Ideias. É o caso de Décio Pignatari, que em seu poema Interessere (1976) manifesta: \"Na vida interessa o que não é vida [...] Na arte interessa o que não é arte [...] Na poesia interessa o que não é poesia [...] Na história interessa o que não é história [...] No paradigma interessa o que não é paradigma [...]\".

  • O movimento orgânico
    O projeto pode se articular a partir da escolha de um método cuja dinâmica e cujos resultados escapam ao controle racional e à vontade consciente. Por exemplo, pode resultar do movimento orgânico, em que o corpo se torna caixa de ressonância que filtra e traduz imagens interiores e imagens exteriores. Em muitos casos, o movimento envolvido afasta-se do processo da escrita - talvez um dos processos mais codificados da atividade humana -, como no caso dos desenhos de Henri Michaux. Tanto Michaux como John Cage preocuparam-se, das mais variadas formas, em propor práticas que permitissem responder, ou confrontar, as convenções e hierarquias preponderantes da palavra, por um lado, e da estrutura musical, por outro. Ambos permitiram a entrada do não previsível nas suas obras e privilegiaram o presente e o fluir do próprio processo, e não a necessidade de uma obra terminada.
  • O samba
    \"´O Samba´ trata da resistência do negro na história brasileira e da importância do seu corpo na construção de sua identidade. O espetáculo discute a inter-relação entre o corpo-objeto construído pela diáspora e o corpo-sujeito que transgride, afirma e resiste, cria uma corporeidade que devolve ao corpo-objeto o sujeito que lhe foi extirpado ao longo da história, junto com sentimentos, valores, crenças, a palavra e suas singularidades estéticas. Samba, carnaval e erotismo constituem elementos aos quais o corpo negro brasileiro geralmente é associado. Dentro de um cenário composto por bandeiras brasileiras, construo em cena imagens corporais reconhecíveis e fragmentadas, questionando esse \"corpo negro\" objetificado.\" - Luiz de Abreu, email a Victoria Noorthoorn, 26 de maio de 2009.
  • Sobre a obra na 7ª Bienal
    Os trabalhos de Yun-Fei Ji se referem a importantes tradições da história da arte: o paisagismo e a caligrafia chineses. Oriundo de Beijing, o artista insere-se nessa tradição para subvertê-la. Assim, critica as políticas do poder que ela mesma representa, entre as quais a erradicação de uma memória que permitiria preservar costumes e modos de pensamento milenares ameaçados, anos atrás, pela revolução cultural e hoje pelo acelerado crescimento econômico. E, fundamentalmente, critica as políticas que levaram à construção da enorme represa das Três Gargantas, que provocou a retirada de mais de um milhão de pessoas. 
  • Sobre a obra na 7ª Bienal
    A sátira foi uma ferramenta importante em vários trabalhos de James Ensor, nos quais cenas da vida política e cultural da Bruxelas de finais do século XIX tomam giros inesperados e ridicularizam os agentes do poder e o comportamento de sua sociedade aburguesada. As obras descrevem uma ordem paralela e fantástica, mas assombrosamente familiar, que delata a dupla cara da realidade. Mesmo com a distância critica de quem exercita o humor, Ensor ridiculariza sua própia condição de artista - como em Le Pisseur (1887), onde escreve a legenda \"Ensor est un fou\" (\"Ensor é um louco\") - e recorre à máscara para dar conta da realidade oculta detrás do véu do real.
  • Arte e ciência
    \"Minhas fusões de animais demonstram como a arte e a ciência podem dialogar e lançar uma nova luz sobre o mundo natural ou subverter esses paradigmas. Onde inicia um e acaba o outro? A ciência pode se equivocar?\" - Walmor Corrêa
  • Sobre Flávio de Carvalho
    \"Uma experiência sobre a psychologia das multidões da qual resultou sério distúrbio.Domingo, às 15 horas, quando desfilava pelas ruas do centro da cidade a procissão de ´Corpus Christi´, um rapaz muito bem posto que se achava na esquina da rua Direita e praça do Patriarcha, não se descobriu conservando ostensivamente seu chapéu na cabeca. Os crentes, que acompanhavam o cortejo, revoltaram-se con essa atitude e exigiram em altos brados que ele se descobrisse. Ele, no entanto, sorrindo para a turba, não tirou o chapéu, embora o clamor da multidão já se tivesse transformado em franca ameaça. Foi então que inúmeros populares tentaram linchá-lo. Investindo contra ele. O rapaz pôs-se em fuga, ocultando-se na Leiteria Campo Bello, situada a rua de São Bento, até onde foi perseguido pelos mais exaltados. (...) Nas suas declarações, disse que, há tempos, se vem dedicando a estudos sobre a psychologia das multidões e tem mesmo alguns trabalhos inéditos sobre a matéria. Para melhor orientação do seus estudos, resolvera fazer uma experiência sobre ´a capacidade agressiva de uma massa religiosa à resistencia da força das leis civis, ou determinar se a força da crença é maior do que a força da lei e do respeito à vida humana´. (...) Terminou suas declarações dizendo que não visava ofender a religião do povo, pois esperava de fato que se verificasse tal reação.\" - O Estado de São Paulo, 9/junho/1931
  • Sobre as performances na 7ª Bienal
    A premissa de que a cena está configurada por corpos e linguagens (ou artifícios) é levada ao extremo pelo coreógrafo baiano Luiz de Abreu. É o caso de O Samba do Crioulo Doido (2004), obra na qual Abreu deixa seu corpo integralmente descoberto, apenas enfeitando-se com longas botas brancas de salto alto, e dança o preconceito social sobre o corpo negro e homossexual no Brasil. Sua dança apropria-se dos estereótipos para, alternadamente, encená-los da forma mais humilhante e denunciá-los da maneira mais virulenta. Em sua nova coreografia Espetáculo - produzida especialmente para a 7ª Bienal do Mercosul e apresentada no Theatro São Pedro - Luiz de Abreu postula um arrepiante paralelo entre a vivência histórica do escravo negro no Brasil e a vivência atual da população negra no Brasil do século XXI. A partir de uma variedade de imagens e documentos, Abreu desenvolve uma obra coreográfica que dá conta da pertinência de sua denúncia.  
  • Sobre Severa Vigilância
    O filme Severa Vigilância (2008) do artista colombiano François Bucher propõe uma representação que deixa em dúvida as próprias convenções do teatro, enquanto questiona as diferenças entre documento e ficção, entre realidade e representação. Homônima da obra escrita pelo polêmico dramaturgo francês Jean Genet (1910-1986), a obra de Bucher se refere a um acontecimento na Universidade de Antioquia, em Medellín, Colômbia, em 1999. Segundo Bucher:  \"O vídeo incorpora vários níveis de violência: desde a que é, a que não é, a que poderia ter sido. Também assinala a indecisão entre a violência e a representação da violência, as quais permanecerão sempre suspensas dentro de uma ficção (e seu duplo).\" 
  • O Samba do Crioulo Doido
    A premissa de que a cena está configurada por corpos e linguagens (ou artifícios) é levada ao extremo pelo coreógrafo baiano Luiz de Abreu. É o caso de O Samba do Crioulo Doido (2004), obra na qual Abreu deixa seu corpo integralmente descoberto, apenas enfeitando-se com longas botas brancas de salto alto, e dança o preconceito social sobre o corpo negro e homossexual no Brasil. Sua dança apropria-se dos estereótipos para, alternadamente, encená-los da forma mais humilhante e denunciá-los da maneira mais virulenta. Em sua nova coreografia Espetáculo - produzida especialmente para a 7ª Bienal do Mercosul e apresentada no Theatro São Pedro - Luiz de Abreu postula um arrepiante paralelo entre a vivência histórica do escravo negro no Brasil e a vivência atual da população negra no Brasil do século XXI. A partir de uma variedade de imagens e documentos, Abreu desenvolve uma obra coreográfica que dá conta da pertinência de sua denúncia.
  • Maquette for Culturefield
    Ryan Gander recorre ao humor quando desenvolve narrativas visuais que incorporam ficção, informações cotidianas, pistas e, inclusive, mentiras. Sua nova escultura Maquette for Culturefield (2009) e o filme As It Presents Itself, Somewhere Vague (2008), apresentados nesta Bienal, trazem propostas ficcionais cujos sujeitos são os elementos próprios do sistema da arte. A escultura toma a forma de um organismo que conjuga cerca de vinte estruturas da história da arte, do desenho e da arquitetura - uma parte da torre Eiffel, as cadeiras Eames, as bicicletas dobráveis Landrover, entre outras - e, como um monstro abstrato, invade o espaço pulcro da arte (representado aqui pela estante, o pedestal e a plataforma branca). De fato, Culturefield é o lugar imaginado pelo artista como um paraíso intelectual em que convivem as melhores ideias, referências e estéticas; e sua maquete atuaria como um mapa mental do imaginário do artista no momento mesmo do processo de construção da obra.

    Ryan Gander recorre ao humor quando desenvolve narrativas visuais que incorporam ficção, informações cotidianas, pistas e, inclusive, mentiras. Sua nova escultura Maquette for Culturefield (2009) e o filme As It Presents Itself, Somewhere Vague (2008), apresentados nesta Bienal, trazem propostas ficcionais cujos sujeitos são os elementos próprios do sistema da arte. A escultura toma a forma de um organismo que conjuga cerca de vinte estruturas da história da arte, do desenho e da arquitetura - uma parte da torre Eiffel, as cadeiras Eames, as bicicletas dobráveis Landrover, entre outras - e, como um monstro abstrato, invade o espaço pulcro da arte (representado aqui pela estante, o pedestal e a plataforma branca). De fato, Culturefield é o lugar imaginado pelo artista como um paraíso intelectual em que convivem as melhores ideias, referências e estéticas; e sua maquete atuaria como um mapa mental do imaginário do artista no momento mesmo do processo de construção da obra.

    construção / ficção / Ficções do Invisível / humor / linguagem / mentira / referência
  • O Vento
    Para a 7ª Bienal do Mercosul, Sergio De Loof foi convidado a conceber e por em cena um desfile para celebrar a inauguração da Bienal. O desfile é parte da mostra Ficções do Invísivel, e se realizou no Armazém A4, no Cais do Porto, Porto Alegre, na sexta-feira, 16 de outubro de 2009.
  • Véronique Doisneau
    A austeridade é explorada em Véronique Doisneau (2004), registro fílmico da coreografia de Jérôme Bel na qual o artista desmitifica a instituição da dança. Bel coloca em cena, sozinha, a Doisneau, bailarina do corpo de baile do Ballet de L´Opéra de Paris, que durante 35 minutos relata ao público a sua experiência dentro da poderosa instituição francesa, expondo seus sucessos, seus fracassos e os detalhes mais áridos e objetivos de seu trabalho, incluindo seu salário. Bel propõe um grau zero da dança, exibindo o processo criativo, despojado, cru, sem ornamentos nem retórica. Põe em cena o que há por trás da cena; exibe e socializa um processo que usualmente se desenvolve apenas no âmbito do ensaio ou do atelier. Na 7ª Bienal, apresentamos nas salas o filme documentário da performance Véronique Doisneau (dirigido por Bel e Pierre Dupouey) e, no Theatro São Pedro, Isabel Torres, obra gêmea criada para o Teatro Municipal do Rio de Janeiro em 2005.
  • Isabel Torres
    Isabel Torres

    2009

    Isabel Torres, de Jerôme Bel, no Theatro São Pedro, Porto Alegre, no dia 17 de outubro de 2009.

    Performance na 7ª Bienal do Mercosul.

    Fotografia: Cristiano Sant'Anna

    desaprender o aprendido / desmistificação / despojamento / Ficções do Invisível / fragilidade / intimidade / Jérôme Bel / linguagem / teatro
  • Isabel Torres
    Isabel Torres

    2009

    Isabel Torres, de Jerôme Bel, no Theatro São Pedro, Porto Alegre, no dia 17 de outubro de 2009.

    Performance na 7ª Bienal do Mercosul.

    Fotógrafo: Cristiano Sant'Anna

    desaprender o aprendido / desmistificação / despojamento / Ficções do Invisível / fragilidade / intimidade / Jérôme Bel / linguagem / teatro
  • Is a statement really necessary....
    \\\"Não é óbvio que eu pinto para deixar as palavras para trás, para colocar um fim à pergunta irritante de como e por quê? Poderia ser verdade que desenho porque vejo tão claramente isso ou aquilo? Em absoluto. Muito pelo contrário. Desenho para ficar perplexo novamente. Estou muito feliz se há armadilhas. Busco surpresas. Saber me aborreceria. Eu odiaria. Deveria, pelo menos, saber o que esteve acontecendo? Nem isso. Outros irão vê-lo de forma diferente e, talvez, estariam melhor posicionados para saberem. Eu tenho um propósito? Não importa. Não é o que eu quero que deverá acontecer, mas o que tenta acontecer apesar de mim... .\\\" - Henri Michaux
  • Postface
    \\\"É por ter-me liberado das palavras, aquelas colegas teimosas, que os desenhos se tornaram vivos, e alegres, e que seus movimentos marcharam alegremente para mim, mesmo no desespero. E assim percebo neles uma nova linguagem que desdenha o verbal, e assim os vejo como libertadores.\\\" - Henri Michaux
  • A Band of Ghosts
    A Band of Ghosts

    2009

    Tinta sobre papel Xian

    34,9 x 27,9cm

    Fotografia: Jason Mandella

    Cortesia da Galeria James Cohan, Nova York

    contexto / denúncia / Desenho das Ideias / fragilidade / sátira / Yun-Fei JI
  • The Wait
    The Wait

    2009

    Tinta e aquarela sobre papel Xian


    57,2 x 90,2cm

    Fotografia: Jason Mandella


    Cortesia da Galeria James Cohan, Nova York

    contexto / denúncia / Desenho das Ideias / fragilidade / sátira / Yun-Fei JI
  • The Owl
    The Owl

    2009

    Tinta sobre papel Xian

    47,3 x 34,9 cm

    Fotografia: Jason Mandella

    Cortesia da Galeria James Cohan, Nova York

    contexto / denúncia / Desenho das Ideias / fragilidade / sátira / Yun-Fei JI
  • The Goat Demon
    The Goat Demon

    2009

    Tinta sobre papel Xian

    38,1 X 34,9 cm

    Fotografia: Jason Mandella

    Cortesia da Galeria James Cohan, Nova York

    contexto / denúncia / Desenho das Ideias / fragilidade / sátira / Yun-Fei JI
  • Variaciones sobre el Santo Job
    Variaciones sobre el Santo Job

    2006

    Videoinstalação

    Coleção do artista, Colômbia

    Obra na 7a Bienal

    austeridade / despojamento / Ficções do Invisível / José Alejandro Restrepo
  • Variaciones sobre el Santo Job
    Variaciones sobre el Santo Job

    2006

    Videoinstalação

    Coleção do artista, Colômbia

    austeridade / despojamento / Ficções do Invisível / José Alejandro Restrepo
  • Indio/Traje
    Indio/Traje

    2009

    Fotogravura, 6ª edição (de 30)

    86 x 64 x 3,5 cm

    Editado por La Caja Negra, Madri.

    Cortesia Galeria Ruth Benzacar, Buenos Aires

    Desenho das Ideias / Liliana Porter / sátira
  • Tutti Frutti
    Tutti Frutti

    2009

    Técnica mista

    185X224cm

    Cortesia da artista

    Absurdo / acúmulo / Alejandra Seeber / construção / grito / imagem / Pintura