subversão de categorias de espaço e tempo

  • Limite
    Limite

    1931
    Film
    Vista de la exposición
    Foto: Del Re/Stein

    ficção / Ficções do Invisível / invenção / Mário Peixoto
  • Composição espacial para organizar uma semana
    Composição espacial para organizar uma semana

    2009

    Composição espacial para organizar uma semana

    Obra na 7a Bienal

    Fotografia: Del Re/Stein

    Ficções do Invisível / Gabriel Sierra / limite / linguagem
  • Composição espacial para organizar uma semana
    Composição espacial para organizar uma semana

    2009

    Composição espacial para organizar uma semana

    Obra na 7a Bienal

    Foto: Del Re/ Stein

    austeridade / despojamento / ficção / Ficções do Invisível / Gabriel Sierra
  • Composição espacial para organizar uma semana
    Composição espacial para organizar uma semana

    2009

    Composição espacial para organizar uma semana

    Obra na 7a Bienal

    Foto: Del Re/ Stein

    austeridade / construção / despojamento / ficção / Ficções do Invisível / Gabriel Sierra / linguagem
  • Subversão de convenções

    Em termos gerais, o convite para deslocar a percepção, para questionar as categorias estabelecidas - de tempo, espaço e conhecimento - e para oferecer perspectivas alternativas ao status quo é um objetivo compartilhado pelos artistas da exposição Desenho das Ideias. É o caso de Décio Pignatari, que em seu poema Interessere (1976) manifesta: \"Na vida interessa o que não é vida [...] Na arte interessa o que não é arte [...] Na poesia interessa o que não é poesia [...] Na história interessa o que não é história [...] No paradigma interessa o que não é paradigma [...]\".

  • Abstração política

    Poderíamos estipular, seguindo Pignatari, que na abstração interessa o que não é abstração, e que, em muitas obras de raiz latino-americana, na abstração interessa mais a política. Longe das colocações depuradas do modernismo europeu e norte-americano, o diálogo proposto por uma seleção pontual de obras de Cildo Meireles, León Ferrari, Jorge Caraballo, Anna Maria Maiolino, Magdalena Jitrik, Johanna Calle e Abraham Cruzvillegas na exposição Desenho das Ideias permite abordar a abstração como uma resposta concreta a circunstâncias políticas maiores, ante as quais o artista se posiciona e enuncia, conforme o caso, uma resistência ou uma denúncia.

  • Sobre a obra na 7ª Bienal
    Os desenhos de Milton Machado são irrealizáveis dado seu forte estigma ficcional. Seus trabalhos do início dos anos setenta - em plena ditadura -  propõem narrativas impossíveis que, entretanto, se apresentam como totalmente lógicas, com as propriedades de construção de uma gramática arquitetônica da transformação das coisas, cujos resultados são da ordem do imaginário. Por outra parte, em um registro menos lúdico de resposta ao contexto, encontram-se seus desenhos Ditadura (1977), Pulmão (1976) e A culpa (Mão pesada) (1979), assim como sua série Poder (1976), nos quais o artista corrompe as lógicas normativas do espaço, de prédios e avenidas.
  • Sobre os Estudos de Cildo Meireles
    O questionamento sobre as grandes categorias do espaço e do tempo contribui para determinar os desenhos tipográficos Estudo para Espaço, Estudo para Espaço/Tempo e Estudo para Tempo (1969), de Cildo Meireles, os quais adotam a forma de uma instrução para um espectador cuja reação ou resposta não poderemos nunca predizer. As obras subvertem toda referência a um espaço euclidiano, enfatizam seu caráter processual - a obra como um acontecimento no tempo - enquanto propiciam, simultaneamente, uma suspensão do tempo. Seguindo Dostoiévski, \"A realidade toda não se esgota no essencial, pois, uma grande parte deste, nela se encerra sob a forma de palavra futura ainda latente, não-pronunciada\".
  • Limite na 7ª Bienal
    O magistral filme Limite (1931), dirigido por Mário Peixoto (1908-1992), em seus escassos 22 anos de idade, é um ícone do cinema brasileiro. Durante os 120 minutos de duração, o primeiro e último filme do autor desenvolve uma liberdade poética única, que independentemente de toda possível narrativa linear, dá conta do encontro, do choque, e da tensão que se sucedem entre o homem e sua paisagem, seu tempo e seu universo. De grande riqueza visual, o filme se distancia da austeridade presente nas outras obras da exposição, mas é, de qualquer forma, um exemplo perfeito do radicalismo e integridade de um grande artista, mestre da invenção e da liberdade criativa, que não cedeu aos mandados comerciais ou às pressões do contexto. Quando não encontrou as condições para a realização de seu segundo filme Onde a Terra Acaba, desistiu do empreendimento e dedicou-se inteiramente à escrita, desde sua casa em Ilha Grande.