Radiovisual

  • Rádio rasgo de luz
    Rádio rasgo de luz

    2008

    Instalação sonora composta por rádio valvulado - emitindo o som circulante de cigarras - e diversos aparelhos de MP4 inseridos dentro deste aparelho de rádio valvulado.

    escuta / Lilian Zaremba
  • El boceto del dial
    El boceto del dial

    Desenho resutante da performance.

    Foto: Lucia Soto

    Desenho das Ideias / Elisa O´Farrel / Javier Bustos
  • El boceto del dial
    El boceto del dial

    Performance de Javier Bustos e Elisa O'Farrel, artistas da Radiovisual, durante a 7ª Bienal.

    Foto: Cristiano Sant'Anna / Índice Foto

    Desenho das Ideias / Elisa O´Farrel / Javier Bustos
  • El boceto del dial
    El boceto del dial

    Performance de Javier Bustos e Elisa O'Farrel, artistas da Radiovisual, durante a 7ª Bienal.

    Foto: Cristiano Sant'Anna / Índice Foto

    Desenho das Ideias / Elisa O´Farrel / Javier Bustos
  • Rádio rasgo de luz
    Rádio rasgo de luz

    2008

    Still do filme que fez parte da instalação sonora Rádio rasgo de luz

    escuta / Lilian Zaremba
  • Portuñol
    Portuñol

    2008

    vídeo Portuñol / Portunhol

    10'

    Cortesia da artista

    Absurdo / Biografias Coletivas / Desenho das Ideias / dicionário / Ivana Vollaro / Portuñol / Texto Público
  • Imigração e ilegalidade

    Uma artista que se dedica à temática da imigração. A chilena Ingrid Willdi, radicada na Suíça, entrevistou ao longo dos anos diversos latino-americanos que vivem na Europa. A reportagem é de Emanuela Pegoraro.

    Árvore Magnética / Ingrid Willdi
  • Isabel Torres, bailarina

    A bailarina brasileira Isabel Torres se apresentou no fim de semana de abertura da Bienal, em uma performance concebida pelo coreógrafo francês Jérôme Bel. Ela sobe ao palco para contar de uma forma muito pessoal seu trabalho como integrante do corpo de baile do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. A reportagem é de Emanuela Pegoraro.

    Ficções do Invisível / Isabel Torres / Jérôme Bel
  • Houses for Mexico

    A vídeoinstalação AVENIDA IXTAPALUCA (Houses for Mexico), do catalão Jordi Colomer, chama a atenção do público para o crescimento desordenado das grandes metrópoles.// UM fenômeno que pode ser observado em diversas capitais das Américas.// Confira a reportagem de Julia Assef.///

    artista como ator social / Biografias Coletivas / Jordi Colomer / transformação
  • Guerra dos Mundos

    Ouça um mini documentário em HOMENAGEM AOS 71 ANOS de transmissão da radionovela GUERRA DOS MUNDOS, de Orson Welles.// 

    Texto Público
  • Residências artisticas em Porto Alegre

    O programa de residências da 7ª Bienal do Mercosul convidou 14 artistas para desenvolver atividades educativas em diferentes regiões do Estado do rio Grande do Sul.// O projeto dá foco à prática artística, levando a bienal para a realidade das comunidades.// A curadora do projeto pedagógico Marina De caro comenta o resultado.// 

    artista como ator social / Biografias Coletivas / Nicolas Floc'h / residência
  • Hey Mom, Mom!

    Na obra Hey mom! Mom!, do suíço Daniele Buetti, a arte não está apenas à frente do público, MAS TAMBÉM ao redor.// A instalação faz parte da mostra Biografias Coletivas E retrata sentimentos confusos que fazem parte da adolescência. Reportagem de Julia Assef./

    Biografias Coletivas / construção / Daniele Buetti
  • Lucia y Luis

    Ouça a entrevista com o artista Joaquin Cociña, um dos criadores do video Lucia, Luis y el Lobo, da mostra Absurdo 

    Absurdo / Cristóbal León / Joaquín Cociña / Niles Atallah / stopmotion
  • Flat Sounds: A caixinha de música de Cadu

    Com a obra Flat Sounds, Cadu interfere na via urbana e convida os motoristas para uma interação sonora. Reportagem de Emanuela Pegoraro.

    Cadu / Texto Público
  • Musica para Folha de Papel
    Musica para Folha de Papel

    Performance presentada en 1973 en la Bienal de Paris.

    austeridade / desaprender o aprendido / Desenho das Ideias / despojamento / economia de meios / encontro / fragilidade / Guilherme Vaz
  • Nemebiax
    Fabio Kacero demarca ficções sobre si mesmo através de suas obras. Em 2006 criou Fabio Kacero, autor de Jorge Luis Borges, autor de Pierre Menard, autor do Quixote. Para a Bienal, propõe a ficção de um livro sobre a sua vida do qual resta apenas o Índice, que assim toma a forma de uma autobiografia sem intimidade, uma vez que é impossível reconstruir sua narrativa a partir dos dados ali apresentados. Kacero explora uma distância que permite a articulação de possíveis ficções invisíveis. Como poderiam comunicar-se uma menina e referentes canônicos do conhecimento, como Kant ou Hegel? As crianças leem Kant e interpretam Hegel, mas o seu mundo e o dos filósofos não chegam a tocar-se; ambos os mundos mantêm-se invisíveis um ao outro. A leitura é, portanto, apenas uma aparência, pois carece de significado. Tal questionamento é também próprio de seu projeto de longa data, Nemebiax, iniciado em 2001 - presente, em áudio, na exposição Desenho das Ideias - o qual envolve a invenção de milhares de palavras que ainda não adquiriram nenhum significado.
  • Indeterminacy
    Indeterminacy

    2009

    DJ Flu y Laura Kuhn interpretando Indeterminacy, de John Cage, en la 7a Bienal do Mercosul

    Foto: Viva Foto

    construção / Desenho das Ideias / despojamento / encontro / escuta / Flu / invenção / John Cage / Laura Kuhn / linguagem / simplicidade
  • Indeterminacy
    Indeterminacy

    2009

    Laura Kuhn interpretando Indeterminacy, de John Cage, en la 7a Bienal do Mercosul

    Foto: Viva Foto

    despojamento / encontro / escuta / invenção / John Cage / Laura Kuhn / linguagem / simplicidade
  • Indeterminacy
    Indeterminacy

    2009

    DJ Flu y Laura Kuhn en la 7a Bienal do Mercosul.

    Foto: Del Re/ Stein

    construção / Desenho das Ideias / despojamento / encontro / escuta / Flu / invenção / John Cage / Laura Kuhn / linguagem / simplicidade
  • Indeterminacy
    Indeterminacy

    2009

    Performance de John Cage, interpretada por Laura Kuhn y DJ Flu en la 7a Bienal do Mercosul. Luz de Oswaldo Perrrenoud. Fotografía: Viva Foto (Carlos Stein y Fabio del Re)

     

    construção / Desenho das Ideias / escuta / Laura Kuhn / linguagem
  • On Indeterminacy, by John Cage

    \"Late in September of 1958, in a hotel in Stockholm, I set about writing this lecture for delivery a week later at the Brussels Fair. I recalled a remark made years earlier by David Tudor that I should give a talk that was nothing but stories. The idea was appealing, but I had never acted on it, and I decided to do so now. When the talk was given in Brussels, it consisted of only thirty stories, without musical accompaniment. A recital by David Tudor and myself of music for two pianos followed the lecture. The full title was Indeterminacy: New Aspect of Form in Instrumental and Electronic Music. Karlheinz Stockhausen was in the audience. Later, when I was in Milan making the Fontana Mix at the Studio di Fonologia, I received a letter from him asking for a text that could be printed in Die Reihe No. 5. I sent the Brussels talk, and it was published. The following spring, back in America, I delivered the talk again, at Teachers College, Columbia. For this occasion I wrote sixty more stories, and there was a musical accompaniment by David Tudor - material from the Concert for Piano and Orchestra, employing several radios as noise elements. Soon thereafter these ninety stories were brought out as a Folkways recording but for this the noise elements in the Concert were tracks from the Fontana Mix. In oral delivery of this lecture, I tell one story a minute. If it\'s a short one, I have to spread it out; when I come to a long one, I have to speak as rapidly as I can. The continuity of the stories as recorded was not planned. I simply made a list of all the stories I could think of and checked them off as I wrote them. Some that I remembered I was not able to write to my satisfaction, and so they were not used. My intention in putting the stories together in an unplanned way was to suggest that all things - stories, incidental sounds from the environment, and, by extension, beings - are related, and that this complexity is more evident when it is not oversimplified by an idea of relationship in one person\'s mind. Since that recording, I have continued to write down stories as I have found them, so that the number is now far more than ninety. Most concern things that happened that stuck in my mind. Others I read in books and remembered - those, for instance, from Sri Ramakrishna and the literature surrounding Zen. Still others have been told me by friends - Merce Cunningham, Virgil Thomson, Betty Isaacs, and many more. Xenia, who figures in several of them, is Xenia Andreyevna Kashevaroff, to whom I was married for some ten years. Some stories have been omitted since their substance forms part of other writings in this volume. Many of those that remain are to be found below. Others are scattered through the book, playing the function that odd bits of information play at the ends of columns in a small-town newspaper. I suggest that they be read in the manner and in the situations that one reads newspapers - even the metropolitan ones - when he does so purposelessly: that is, jumping here and there and responding at the same time to environmental events and sounds.\" - John Cage, Silence. Lectures and Writings by John Cage

  • Indeterminacy en la 7a Bienal

    Laura Kuhn fue invitada por la Curaduría General de la 7ª Bienal do Mercosul a interpretar Indeterminacy, performance de John Cage, junto a DJ Flu, artista de Rio de Janeiro, quien realizó un set de discos de vinilo de Cage. Durante la performance, que toma la forma de una conferencia, el o la intérprete lee 1 historia por minuto, hasta contar 90 historias escritas por Cage en un total de 90 minutos. La performance se realizó el domingo 18 de octubre en el Almacén A7, Cais do Porto, sede de la 7ª Bienal, en Porto Alegre.

  • Indeterminacy

    \"Since the fall of 1965, I have been using eighteen or nineteen stories (their selection varying from one performance to another) as the irrelevant accompaniment for Merce Cunningham\'s cheerful dance, How to Pass, Kick, Fall, and Run. Sitting downstage to one side at a table with microphone, ashtray, my texts, and a bottle of wine, I tell one story a minute, letting some minutes pass with no stories in them at all. Some critics say that I steal the show. But this is not possible, for stealing is no longer something one does. Many things, wherever one is, whatever one\'s doing, happen at once. They are in the air; they belong to all of us. Life is abundant. People are polyattentive. The dancers prove this: they tell me later backstage which stories they particularly enjoyed.\" - John Cage, A Year from Monday

  • 107.7 fm
    107.7 fm
    rádio
  • O deserto do absurdo

    A Radiovisual entrevistou a curadora da mostra Absurdo, Laura Lima.

    Absurdo
  • Complexo de alemão

    Além das obras instaladas no armazem a3, a mostra absurdo apresenta performances E INTERVENÇÕES artisticaS.// SÃO TRABALHOS QUE TAMBÉM LIDAM COM A estranheza e a idéia de instabilidade PRESENTES NA EXPOSIÇÃO.// durante a abertura da SÉTIMA EDIÇÃO DA Bienal ACONTECEU UMA DESSAS PERFORMANCES.// "Complexo de alemão", da artista Marcia X, realizada POR RICARDO VENTURA.// Reportagem de Julia Assef.///

     

     

    Absurdo / Márcia X / Ricardo Ventura
  • Portuñol 2
    Ivana Vollaro / Portuñol
  • Portuñol
    Portuñol
    Ivana Vollaro / Portuñol
  • Radiovisual in progress
    Radiovisual in progress

    Equipe da Radiovisual trabalhando. 

    Foto: Ivana Vollaro

  • Romano

    Artista que vive no Rio de Janeiro, é pioneiro em obras que mesclam instalações, performance e rádio. Criou o programa O Inusitado no Rio de Janeiro, condensando um excelente imaginário sobre o som, tanto nas artes plásticas, como na música e na poesia. Participa em três exposições na 7 Bienal do Mercosul, RadioVisual, Desenho da Idéias (com Guilherme Vaz em \"Crude\") e Absurdo. Para o Absurdo constrói ambiente que remonta a banheiros ou vestiários com chuveiros sonoros.  O artista coletou diversos sons de cantores de chuveiro, revelando com humor discussões sobre privado e público.

  • Crude
    Crude

    2009

    As curadoras Lenora de Barros e Marina de Caro, e a artista Anna Maria Maiolino, assistem performance de Guilherme Vaz e Romano

    Fotografia: Cristiano Sant'Anna

    desaprender o aprendido / Desenho das Ideias / despojamento / encontro / espaço público / Guilherme Vaz / imagem / passeio / Romano
  • Crude
    Crude

    2009

    Performance no Margs

    Obra na 7ª Bienal do Mercosul

    Fotografia: Eduardo Seidl

    desaprender o aprendido / Desenho das Ideias / despojamento / encontro / espaço público / Guilherme Vaz / imagem / passeio / Romano
  • Crude
    Crude

    2009

    Performance realizada no MARGS

    Obra na 7ª Bienal do Mercosul

    Fotografia: Eduardo Seidl

    desaprender o aprendido / Desenho das Ideias / despojamento / encontro / espaço público / Guilherme Vaz / imagem / passeio / Romano
  • Crude
    Crude

    2009

    Performance

    Obra na 7ª Bienal do Mercosul

    Fotografia: Eduardo Seidl

    desaprender o aprendido / Desenho das Ideias / despojamento / encontro / espaço público / Guilherme Vaz / imagem / passeio / Romano
  • The nowmoment

    \\\"A structure is like a piece of furniture, whereas a process is like the weather. In the case of a table, the beginning and end of the whole and each of its parts are known. In the case of the weather, though we notice  changes in it, we have no clear knowledge of its beginning or ending. At a given moment, we are when we are. The nowmoment.\\\" - John Cage, \\\"The Future of Music\\\" (1974)

  • O momentopresente

    \\\\\\\"Uma estrutura é como um móvel, uma vez que um processo é como o clima. No caso de uma mesa, sabemos o início e o fim de toda e cada uma de suas partes. No caso do clima, mesmo se observarmos as suas mudanças, não temos um conhecimento certo sobre o seu início ou seu fim. Em um certo momento, somos quando estamos. O momentopresente.\\\\\\\" - John Cage, \\\\\\\"The Future of Music\\\\\\\" (1974) 

  • A desmilitarização da linguagem...

    \\\\\\\"Thoreau disse que, ao ouvir uma frase, podia escutar a tropa marchando. [...] A pena já foi considerada mais poderosa que a espada. [...] Já que as palavras, quando comunicam, não possuem efeito algum, é claro que necessitamos de uma sociedade na qual não se pratica a comunicação, na qual a palavra fica sem sentido como acontece entre os amantes, onde as palavras se tornam o que foram originalmente: árvores e estrelas e o resto da paisagem primitiva. A desmilitarização da linguagem: uma importante preocupação musical.\\\\\\\" - John Cage, \\\\\\\"The Future of Music\\\\\\\" (1974)

  • The demilitarization of language...

    \\\\\\\"Thoreau said that hearing a sentence he heard feet marching. (...) The pen has formerly been considered more powerful than the sword. (...) Since words, when they communicate, have no effect, it dawns on us that we need a society in which communication is not practiced, in which words become nonsense as they do between lovers, in which words become what they originally were: trees and stars and the rest of primeval environment. The demilitarization of language: a serious musical concern.\\\\\\\" - John Cage, \\\\\\\"The Future of Music\\\\\\\" (1974)

  • Interessere (1976)
    Na vida interessa o que não é vida Na morte interessa o que não é morte Na arte interessa o que não é arte Na ciência interessa o que não é ciência Na prosa interessa o que não é prosa Na poesia interessa o que não é poesia Na pedra interessa o que não é pedra No corpo interessa o que não é corpo Na alma interessa o que não é alma Na história interessa o que não é história Na natureza interessa o que não é natureza No sexo interessa o que não é sexo             (: o amor que, de resto, pode ser abominável) No homem interessa o que não é homem Na mulher interessa o que não é mulher No animal interessa o que não é animal Na arquitetura interessa o que não é arquitetura Na flor interessa o que não é flor Em Joyce interessa o que não é Joyce No concretismo interessa o que não é concretismo No paradigma interessa o que não é paradigma No sintagma interessa o que não é sintagma Em tudo interessa o que não é tudo No signo interessa o que não é signo Em nada interessa o que não é nada. - Décio Pignatari
  • Pré-bienal (2)

    Debates, performances, exibição de filmes. Em setembro o público de Porto Alegre pode conhecer como funcionam os bastidores de uma grande exposição, com a Pré-bienal. Durante 3 semanas, importantes personalidades passaram pelo Santander Cultural.

     

     

    Para ver em voz alta
  • Para ver em voz alta
    Para ver em voz alta
    Para ver em voz alta
  • Karaokê poético da Radiovisual

     

    Em setembro, o Santander Cultural foi palco da Pré-bienal: Índices e Anotações. Um evento que serviu como aquecimento para a Bienal do Mercosul e que mostrou bastidores e os preparativos da mostra.

    Durante 3 semanas, o público conheceu e refletiu sobre o processo criativo dos artistas e sua relação com diversas áreas do conhecimento. Os visitantes puderam, inclusive, participar de forma criativa, dentro da Radiovisual. Escute a reportagem de Emanuela Pegoraro.

     

     

    Para ver em voz alta
  • Portuñol 1

     

    A Bienal do Mercosul é bilíngüe, mas, às vezes, entre o português e espanhol surgem ecos de um dialeto informal e bem conhecido: o Portuñol.

    No primeiro programete da coluna Portuñol,  escute a canção do grupo Os ritmistas, formado pelos músicos  Domenico Lancellotti, Dany Rolland e Stephane San Juan.

     

     

    Ivana Vollaro / Portuñol
  • 22h4m33seg
    De 16 de outubro a 29 de novembro de 2009 você poderá ouvir a Radiovisual às 22h4m33seg pela FM Cultura ( 107.7 MHZ) em Porto Alegre.  A Radiovisual será irradiada para o resto do mundo pela internet, através do site da Bienal. Radiovisual, a rádio da 7ª Bienal do Mercosul
  • São Paulo, 09 de agosto de 2009, 11horas

     

     

    São Paulo, 09 de agosto de 2009, 11 horas é a obra sonora criada pela artista ADRIANA FERLA para o projeto Ao redor de 4´33´´. Para compor a peça, foram gravados inúmeros sons, em quatro tempos sobrepostos, no quintal de sua casa: vento, pássaros, carros que passam pela rua, folhas que caem, ruídos da cidade num domingo de manhã, silêncio. 

     

    Adriana Ferla / Ao redor de 4´33´´
  • O dono do corpo

     

    O artista AIMBERÊ CESAR participa do projeto Ao redor de 4´33´´ com a obra sonora O dono do corpo. A peça é uma reflexão filosófica sobre a propriedade de nossos corpos. “Quem é o Dono do Corpo?”, brada a voz do autor, distorcida por um megafone. Mesmo que a reposta pareça evidente, ela torna-se altamente complexa e anacrônica à medida que nos aprofundamos na reflexão.

     

    Aimberê Cesar / Ao redor de 4´33´´
  • Quatro minutos de música

     

    O grupo AKA SoundSystem, composto por Franz Manata e Saulo Laudares, captou fragmentos de um dia de trabalho. Os sons foram reconstruídos, sintetizados e transformados na obra sonora Quatro Minutos de Música presente no projeto Ao redor de 4´33´´. O colapso no sistema hidráulico do estúdio, o exercício da intimidade – como escovar os dentes em meio a isso tudo –, o confronto na rua e a exuberância da cidade são partes dessa música, que tenta harmonizar o caos.

     

     

    Ao redor de 4´33´´ / Franz Manata e Saulo Laudares (AKA SoundSystem)
  • O silêncio que não existe

     

    O artista ALBERTO SARAIVA participa do projeto Ao redor de 4´33´´ com a obra sonora O silêncio que não existe. O sound-poema foi construído a partir do significado etimológico de nomes próprios, como se cada nome fosse ao mesmo tempo uma unidade atômica e um silêncio. Feita exclusivamente para o rádio – como uma novela, uma música ou uma pausa na programação –, a obra almeja, por fim, ser totalmente visual.

     

     

    Alberto Saraiva / Ao redor de 4´33´´
  • Análogo

     

    Para o projeto Ao redor de 4’33´´, o argentino ALEJANDRO SOMASCHINI estabelece um diálogo com um computador. A máquina, inicialmente, está preparada para atuar dentro de um conjunto pré-determinado de palavras – os nomes das cidades da Argentina. Todavia, o artista força esse mecanismo ao introduzir palavras diferentes, como falsidade, solidariedade, esperança e silêncio. Além da crítica ácida, a peça carrega certa ternura, uma vez que as palavras buscam humanizar a tecnologia.

     

    Alejandro Somaschini / Ao redor de 4´33´´
  • His master´s noise

    O artista ALEX HAMBURGER participa do projeto Ao redor de 4´33´´ com a obra sonora His master’s noise. O trabalho remete às experimentações acústicas do futurista italiano Luigi Russolo, precursor de John Cage e inventor da “arte dos ruídos”. Para a gravação, 235 rolos de papel laminado foram manipulados aleatoriamente. O título do poema sonoro foi apropriado da famosa coleção de discos de vinil His Master’s Voice, da gravadora norte-americana RCA Victor.

     

     

    Alex Hamburguer / Ao redor de 4´33´´
  • Karaokê do Hélio

     

     

    O artista ALEXANDRE VOGLER participa do projeto Ao redor de 4´33´´ com a obra sonora Karaokê do Hélio. No trabalho, Vogler lê um texto do livro Aspiro ao Grande Labirinto, de Hélio Oiticica, sob efeito do gás hélio. Por aproximadamente 10 segundos, sua voz afina como a voz do Pato Donald. Para mantê-la assim, a leitura é entrecortada por pausas para nova aspiração do gás. No texto, Hélio Oiticica tece considerações a respeito da participação do espectador na obra de arte. A proposta foi aplicada também sob forma de performance aberta ao público, no ano de 2004.

     

    Alexandre Vogler / Ao redor de 4´33´´
  • Mi tia Rosita

     

    A artista argentina ANA GALLARDO pediu a sua tia Rosita que lhe contasse a história de amor mais importante de sua vida. Aos 78 anos, a tia desenhou nas paredes do Centro Cultural Recoleta, de Buenos Aires, todos os instantes que compunham essa memória. Para organizar as recordações, a artista registrou em áudio todas as conversas que teve com a tia.

     

    amor / Ana Gallardo / Ao redor de 4´33´´ / genealogias
  • Peça para um corpo preparado

     

    Na década de 1940, o artista norte-america John Cage alterou o timbre de um piano, fixando pequenos objetos entre as cordas como parafusos, borracha, madeira, pano e plástico. Cage batizou o novo instrumento de piano preparado.

    Para o projeto Ao redor de 4’33´´, a artista ANALÍVIA CORDEIRO apresenta Peça para um corpo preparado com objetos do cotidiano. Respeitando à estética de Cage, a obra sonora tem sequência dos sons escolhida ao acaso. A peça traz o poema “Quando morrem – os cavalos respiram,...”, de Vielimir Khlébnikov, na voz de Thomas Cordeiro Guedes.

     

    Analivia Cordeiro / Ao redor de 4´33´´
  • Capital Pancadão (K. Marx Remix)

     

     O artista ANDRÉ AMARAL participa do projeto Ao redor de 4´33´´ com a obra sonora Capital Pancadão, sobre o livro O Capital, de Karl Marx.  O texto é lido por uma ferramenta para deficientes visuais chamada speech

     

     

    André Amaral / Ao redor de 4´33´´
  • Escultura de línguas esquecidas

     

    A artista ANDREA VELLOSO usou quatro línguas esquecidas para produzir a obra do projeto Ao redor de 4´33´´.  Escultura de línguas esquecidas é um registro do aruak, língua dos índios ashaninkas; do mapundungum, língua dos índios mapuches; do hatxa kuí, língua dos índios kaxinawás; e do bod skad, língua extinta dos tibetanos. A captação dos sons foi realizada em épocas diferentes, na região da fronteira do Acre com o Perú, no Chile e no Tibet.

     

     

    Andréa Velloso / Ao redor de 4´33´´
  • Estado de exceção

     

     A artista plástica ANNA MARIA MAIOLINO integra o projeto Ao redor de 4´33´´ com a obra sonora Estado de exceção. A artista define seu trabalho com uma única frase: “Som de uma voz masculina que se encontra em estado de exceção”.

     

     

    Anna Maria Maiolino / Ao redor de 4´33´´
  • Open the Valise II

     

    O artista ARMANDO MATTOS participa do projeto Ao redor de 4´33´´ com a obra sonora Open de Valise II. A “sinfonia” é composta a partir do registro digital do ambiente sonoro da exposição THE SOU(L)ND OF MUSE, idealizada em 2009 para a Bienal Anual de Búzios. A obra se dá pelo atravessamento dos ambientes de reprodução das obras, que conta com trabalhos de Maurício Ruiz, Brigida Baltar, Paulo Vivacqua, Marssares, Waltercio Caldas, Alexandre Nóbrega, Antonio Dias e Chelpa-Ferro.

     

    Ao redor de 4´33´´ / Armando Mattos
  • Oráculo

     

    Para o projeto Ao redor de 4´33´´,ARNALDO ANTUNES produziu a obra sonora Oráculo.  Trata-se de  uma grande leitura de um oráculo. É uma grande colagem onde entram textos de filosofia, fotonovela, convites, documentos, textos de reportagem, fragmento de poemas.

    Foi realizada uma leitura que vai esfacelando os sentidos conforme o ouvinte vai acompanhando o texto. Como a entonação é a mesma, parece uma única história. Na verdade, é uma seleção de 4 minutos e 33 segundos de uma grande leitura gravada anteriormente pelo artista.

     

     

    alteração dos sentidos / Ao redor de 4´33´´ / apresentação e representação / Arnaldo Antunes / artista como ator social / caixa de ressonância / ciência / conversas / corpo / desenho / escuta / grito / imagem / linguagem / por em cena / subversão de categorias de espaço e tempo
  • Coxinha

     

    Para o projeto Ao redor de 4’33’’, ASLAN CABRAL gravou um diálogo com o artista porto-riquenho Ramon Suarez. A conversa revela que, além do samba, da corrupção, da hospitalidade e da violência, existem outros elementos que compõem a memória afetiva dos estrangeiros em relação ao Brasil. Um deles, um popular salgado, dá nome à obra sonora do artista: Coxinha.  

     

    Ao redor de 4´33´´ / Aslan Cabral
  • Objeto raro

     

     

    Para o projeto Ao redor de 4’33”, os irmãos AUGUSTO e ALFREDO HERKENHOFF produziram uma canção em ritmo de reggae com temática urbana carioca. Chamada de Objeto raro, a obra sonora é uma fusão de imagens que vai do brega ao extremo chique, da simplicidade da zona norte do Rio de Janeiro ao luxo do bairro do Leblon. A voz é de Gabriel Valladares, em homenagem ao musicólogo Maurício Valladares, criador do movimento “ronca ronca”.

     

    Alfredo Herkenhoff / Ao redor de 4´33´´ / Augusto Herkenhoff
  • Olôrozui

     

    Para o projeto Ao redor de 4´33´´, AVA ROCHA apresenta a obra sonora Olôrozui. Trata-se de um canto improvisado sobre o deus supremo Olodumaré e a criação do mundo, segundo as mitologias afro-brasileiras. Tocado de trás para frente, o canto toma uma melodia e uma força própria, se transforma numa língua única e desconhecida, dotada de energias silenciosas, construída sobre o vazio. A voz passeia, dança, ondula nesse espaço de tempo, vazio, silencioso, como se passeasse pelo tempo sem tempo.

     

    Ao redor de 4´33´´ / Ava Rocha
  • Manifiesto Robot nº 1

     

    A obra sonora Manifiesto robot n1 é um poema aleatório criado a partir de uma estrutura verbal fixa, correspondente ao gênero do discurso político. O Manifiesto robot n1 é o primeiro de uma série de manifestos nos quais a escritora argentina BELÉN GACHE utiliza o sistema IP Poetry, desenvolvido por Gustavo Romano. O sistema realiza buscas na internet a partir de palavras chave e as verbaliza através de fonemas pré-gravados.

     

    Ao redor de 4´33´´ / Belén Gache
  • Intercalados

     

    O escritor BERNARDO CARVALHO e o artista HENRIQUE LANFRANCHI participam do projeto Ao redor de 4´33´´ com a obra sonora Intercalados. O trabalho utiliza o poema Silentuim, do russo Osip Mandelstam, como forma de homenagem a John Cage. O poema é lido na língua original; em seguida, em português; num terceiro momento, as leituras aparecem intercaladas, lutando entre si para se fazerem ouvir, e acabam silenciadas pelo som ambiente de um porto. O porto é justamente o local onde a obra é originalmente divulgada: a cidade de Porto Alegre.

     

    Ao redor de 4´33´´ / Bernardo Carvalho / Henrique Lanfranchi
  • Placenta writing

     

    Placenta Writing: Memory Choice Compilation é a obra sonora de BETTY LEIRNER para o projeto Ao redor de 4´33´´.

    Placenta Writing é uma edição que questiona a relação entre a palavra interpretada e o espaço visual e/ou auditivo. Memory é uma versão sonora que apresenta filmes invisíveis para os (omni)versos de Placenta Writing.

    Obra em edição de CDs duplos realizada em coprodução com o Ludwig Forum fuer Internationale Kunst na cidade de Aachen, Alemanha, em 2000, a instalação sonora  Placenta Writing foi exibida durante 4 meses na exposição Continental Shift, no mesmo Museu. Os poemas, a leitura, a composição e a edição desse trabalho foram realizados pela artista e finalizados no Lava Studios, em Paderborn, Alemanha.

    Agradecimentos especiais: Denise Mattar e Annette Lagler.

    Realizadas de forma paralela, as duas versões Merge e Memory interagem concomitantes com a leitura dos poemas através de duas possibilidades de interpretação e dois conceitos sonoros diferenciados. O disco Merge conta com as inserções musicais do compositor carioca Paulo Costa. O disco Memory, de onde a compilação para esta exposição foi  pinçada, apresenta  Áudiofilmes para Placenta Writing.

     

    Ao redor de 4´33´´ / Betty Leirner
  • Eu no sabia

     

     

    Os artistas BOB N e JOÃO BRASIL participam do projeto Ao redor de 4´33´´ com a obra sonora Eu no sabia. O trabalho é uma mistura de sons da América Central, diálogos em portunhol, funk e cumbia – música típica colombiana e muito popular em quase todos os países latino-americanos.

     

    Ao redor de 4´33´´ / Bob N / João Brasil
  • 6552 Frames

     

    Os artistas MÁRCIO BOTNER e PEDRO AGILSON integram o projeto Ao redor de 4´33´´ com uma obra sonora que parte da apropriação do som do cinema. Para compor uma peça com a duração de 4 minutos e 33 segundos, a dupla fez uma colagem de fragmentos de 1 segundo de 273 filmes considerados referência para sua formação. Como cada segundo numa película de cinema tem 24 frames, o resultando dessa conta são 6 mil 552 frames, título da obra. Os trechos de filmes foram baixados da internet. Depois, os fragmentos foram transformados em arquivos mp3 e montados aleatoriamente, no espírito de John Cage.

     

    Ao redor de 4´33´´ / Botner / Pedro
  • Sonic body 1

     

    O artista norte-americano BRANDON LABELLE participa do projeto Ao redor de 4´33´´ com as obras sonoras Sonic Body 1 e Sonic Body 4. Para o trabalho, diversos participantes dançaram enquanto ouviam uma seleção musical em fones de ouvido. O objetivo era capturar, em áudio, os movimentos físicos, eliminando totalmente o material musical para se concentrar na fisicalidade do corpo em movimento. Ao capturar o corpo que dança somente com o som, a obra focaliza as sonoridades energéticas que alargam a fonte musical. Os sons produzidos, chamados por LaBelle de “Sonic Skins”, podem ser ouvidos como corpos instáveis configurados por música.

     

    Ao redor de 4´33´´ / Brandon LaBelle
  • Seu sapato chic e nossa conversa 1 a 5

     

    A obra Seu sapato chic e nossa conversa consiste em cinco sequências baseadas em uma conversa entre a artista BRÍGIDA BALTAR e o crítico e ensaista MÁRCIO DOCTORS. Durante o bate-papo, surgem reflexões sobre arte, espiritualidade e experiências utópicas.

     

    Ao redor de 4´33´´ / Brígida Baltar / Marcio Doctors
  • Câmera anecoica

     

    O artista e cineasta CAO GUIMARÃES e  o grupo de músicos O GRIVO participam do projeto Ao redor de 4’33´´ com as obras sonoras Câmera anecoica e Galeno.

    A obra Câmera anecoica surgiu a partir do relato de John Cage ao entrar em uma câmera anecoica, uma vez que esse relato inspirou os artistas para compor a obra.

    Por outro lado, Galeno originou-se de uma viagem de captação de imagens e sons para o filme Acidente, de Cao Guimarães. Durante a viagem, os artistas conheceram o Seu Galeno, o qual lhes disse uma série de apelidos de amigos, fazendo, às vezes, um comentário sobre a pessoa. Seu Galeno inventa, assim, um universo extraordinário, povoado por personagens fantásticos.

     

    Ao redor de 4´33´´ / Cao Guimarães / O Grivo
  • O som do silêncio em dois movimentos

    CAPITÃO MU é o nome do grupo formado pelos artistas Luana Lins e Felipe Furtado Parra. A obra sonora O Som do Silêncio em Dois Movimentos é um desenho sonoro composto de ruídos, respirações, relógios e aplausos. A estes ruídos foi acrescentado o som original de uma apresentação da peça 4’33”. Assim, o som da obra original é amplificado, criando uma atmosfera que transporta o ouvinte para dentro da orquestra. É como se ele estivesse presente durante a execução da obra, interagindo com cada som que ocorre à sua volta.

     

    Ao redor de 4´33´´ / Capitão Mu / Felipe Furtado / Luana Lins
  • 10 dias (crescendo)

     

    Para o projeto Ao redor de 4´33´´, CARLITO CARVALHOSA gravou, a partir da meia-noite em ponto, os primeiros 4 minutos e 33 segundos de dez dias seguidos, em dois lugares diferentes, dentro de duas salas vazias. O que se ouve é o som da rua, filtrado pelas paredes, portas e janelas. O resultado foram as obras sonoras 10 dias e 10 dias 2.

     

    No canal da esquerda as dez noites de uma sala são "empilhadas"; e, no da direita, o são as noites da outra sala.

    Em 10 dias, os 4 minutos e 33 segundos das dez noites são somadas . No entanto, em 10 dias 2, é feita uma soma progressiva: começa-se com uma noite, que é substituída pela seguinte, e assim por diante.

     

     

    Ao redor de 4´33´´ / Carlito Carvalhosa
  • 18m 15d

     

    O artista e cineasta CARLOS NADER e DANIEL ZIMMERMAN participam do projeto Ao redor de 4´33´´ com a obra sonora 18m15d. Produzida exclusivamente para a Radiovisual, a peça é um rap infantil.

     

     

    Ao redor de 4´33´´ / Carlos Nader / Daniel Zimmerman
  • Inverness

     

     

    A artista visual CHIARA BANFI e o músico, produtor e compositor KASSIN participam do projeto Ao redor de 4´33´´ com a obra sonora INVERNESS. Os artistas definem sua obra sonora como “um longo e solto sobre tudo que possuí um capuz removível de gola redonda.”

     

    Ao redor de 4´33´´ / Chiara Banfi / Kassin
  • Mesosticages

     

    O músico CID CAMPOS e o poeta AUGUSTO DE CAMPOS participam do projeto Ao redor de 4´33´´ com a obra sonora Mesosticages, uma homenagem a John Cage. A composição de Cid Campos associa sons e ruídos a trechos de um poema de Augusto de Campos interpretado por ele mesmo. O poema foi escrito na década de 80, após a passagem de John Cage pela Bienal de São Paulo. 

     

     

    acaso / Ao redor de 4´33´´ / Augusto de Campos / Cid Campos / conversas / imagem / invenção / linguagem / projetos
  • Babo Merleau

     

    Os artistas CLAUDIA HERSZ e NELSON MEIRELLES participam do projeto Ao redor de 4´33´´ com a obra sonora Babo Merleau. No trabalho, um texto emblemático do filósofo francês Merleau Ponty é lido em duas línguas sobrepostas, o português e o espanhol. O ouvinte se confunde a cada momento em que tenta priorizar a audição de algum dos idiomas. A obra sonora busca por algo que pudesse ser inserido no universo próprio do rádio como meio, tangenciando o campo da Arte (dita) Contemporânea e questionando a língua da Bienal – o portunhol.

     

    Ao redor de 4´33´´ / Claudia Hersz / Nelson Meirelles
  • Litaniaguaíba

     

    O artista CLÁUDIO CRETTI participa do projeto Ao redor de 4´33´´ com a obra sonora Litaniaguaíba. O trabalho é uma colagem de registros de sons de rio, cachoeira e máquina de escrever. Estão presentes ainda dois textos: um do filósofo pré-socrático Heráclito de Éfeso e outro da poeta norte-americana Gertrude Stein. Suas leituras trazem um tempo contínuo de idéias e sensações que nunca param e que acompanham a vida como um rio que corre, segundo a artista, “de onde prá onde prá todo e nenhum lugar”.

     

     

    Ao redor de 4´33´´ / Claudio Cretti
  • Jezl

     

    Para compor a obra sonora que integra o projeto Ao redor de 4´33´´, o artista CLAUDIO MONJOPE utilizou o grito dado por Edith Piaf ao final da canção Jezebel. Digitalmente processada, a duração do grito é prolongada por 4 minutos e 33 segundos. De acordo com o artista, a obra exercita a audição seletiva pois, ao final do grito, quando o volume é quase zero, o ouvinte deve optar entre aliviar-se com seu fim ou forçar-se a ouvir a música até um término infinito – uma vez que o silêncio não existe. O nome da obra, JEZL, origina-se do título da canção francesa.

     

    Ao redor de 4´33´´ / Claudio Monjope
  • Parangolata

     

    O Coletivo Rés-do-chão participa do projeto Ao redor de 4´33´´ com a obra sonora

    Parangolata. A peça foi realizada a partir de registros do evento de televivência Performedia III, que reuniu em São Paulo integrantes do Rés-do-chão (Edson Barrus, Yann Beauvais, Cecilia Cotrim, Marcos Martins) e do Duo n-1 (Alexandre Fenerich e Giuliano Obici), conectados via internet com outros participantes do Brasil e do exterior.

     

    Ao redor de 4´33´´ / Coletivo Rés-do-chão
  • El a: y la a:

     

    Para o projeto Ao redor de 4´33´´, a artista CRIS BIERRENBACH saiu pelas ruas de Buenos Aires e Montevidéu perguntando a diversas pessoas “O que é o amor e o que é a amizade para você?” Das respostas obtidas, foram removidas as palavras amor e felicidade, com o intuito de permitir uma leitura cruzada entre as opiniões sobre esses dois sentimentos.

    Chamada de El A...... y la A..... según: una pareja, un cuida coche, una turista, un pescador, una madre, un parrillero, una estudiante, un empresario, una professora, un bicicletero y un jubilado, a obra sonora contém 12 depoimentos de pessoas escolhidas aleatoriamente, em diferentes locais e situações.

     

    Ao redor de 4´33´´ / Cris Bierrenbach
  • Ao redor do somsilencio

     

    DANIEL QUARANTA participa do projeto Ao redor de 4´33´´ com a obra sonora Ao redor do somsilencio. Na peça, composta especialmente para a Radiovisual, o artista busca trabalhar com a  idéia das intervenções de diferentes ambientes na música, visto que, segundo suas palavras, “Pensando em 4’33’’, é o ambiente que faz a própria música.”

     

     

    Ao redor de 4´33´´ / Daniel Quaranta
  • Qual é o futuro da música?

     

     

    A artista DANIELA MATTOS participa do projeto Ao redor de 4 ´33´´ com a obra sonora Qual é o Futuro da Música?, pergunta que parafraseia o título de um dos mais célebres textos de John Cage.

    O trabalho é uma colagem de fragmentos retirados da gravação de uma conversa realizada por e-mail entre os artistas multimídia Pictotexto, Florava Moreninha e Filix Jair – heterônimos de, respectivamente, Alexandre Sá, Daniela Mattos e Ricardo Basbaum. No debate foram abordadas questões acerca das diferenças, convergências e limites entre o visual, o verbal e o sonoro.

     

    Ao redor de 4´33´´ / Daniela Mattos
  • O Picasso do mestre de obras

     

    Para  o projeto Ao redor de 4´33´´, o artista LEON DOMINGOS criou a Locução O Picasso do mestre de obras.

    Trata-se de uma colaboração entre um locutor de bingo paranaense e um artista natural do mesmo estado, mas que reside em São Paulo. A obra utiliza o conceito de ambientação para aproximar o espectador de uma vivência social da arte, instigando-o a refletir sobre a obra de arte dentro da sua realidade pessoal.

    A peça sonora foi produzida com equipamento caseiro, microfones amadores e samples do projeto (vide http://www.freesound.org).

     

     

    Ao redor de 4´33´´ / Leon Domingos
  • I have nothing to say / and I am saying it / and that is poetry / as I needed it

     

    Para o projeto Ao redor de 4´33´´, a artista LICA CECATO produziu a obra sonora I have nothing to say / and I am saying it / and that is poetry / as I needed it. É uma gravação de um texto do livro Silence, de John Cage. O texto fala sobre o falar, usando a dicotomia Zen da natureza das coisas como uma referência. Quanto à gravação, no tratamento de áudio, foi empregado um sistema que tenta sugerir a aglomeração e o individualismo, acentuando, assim, uma das dicotomias.

     

     

    Ao redor de 4´33´´ / Lica Cecato
  • Sussurros in C

     

    O músico e compositor LIVIO TRAGTENBERG participa do projeto Ao redor de 4´33´´ com a obra sonora Sussuros em C. O artista define a obra como “A pré-fala e a pré-escuta e as suas vibrações. A quasi-escuta, atenção, relaxamento. Sussuros, respiros e dedos tamborilando uma mesa.”

     

    Ao redor de 4´33´´ / Livio Tragtenberg
  • 4´33´´ again

     

     O artista suíço LORENZO MENOUD participa do projeto Ao redor de 4´33´´ com duas obras sonoras: são poemas baseados na peça 4´33´´, de John Cage. O primeiro poema, C **, é uma espécie de composição polifônica em uma faixa; o segundo, 4´33´´ again,  é um discurso direto dirigido aos ouvintes. 

     

     

    Ao redor de 4´33´´ / Lorenzo Menoud
  • Aperte o botão ou apresente seu cartão

     

    LUCAS ARRUDA e MARIANA SERRI participam do projeto Ao redor de 4´33´´ com a obra sonora Aperte o botão ou apresente seu cartão.

    O trabalho consiste na intersecção de três sons distintos: o som de um percurso feito de carro no interior de um estacionamento; o som de um percurso feito de moto pela cidade de São Paulo; e o som do instrumento aborígene dijeridoo.

    Os três ruídos foram sobrepostos de modo a criar um percurso sonoro, com entrada e saída e com código pago e restrito, gerando assim possíveis relações com o circuito da arte e o circuito da cidade.

     

    Ao redor de 4´33´´ / Lucas Arruda / Mariana Serri
  • Editor de Cage

     

    Para o projeto Ao redor de 4´33´´, Lucas Santtana utilizou um software editor de texto que “fala” as palavras. O artista programou o computador para pronunciar em português algumas frases de John Cage extraídas do livro De segunda a um ano. O resultado foi a obra sonora Editor de Cage.

     

    Ao redor de 4´33´´ / Lucas Santtana
  • Sem título

     

     

    O artista LUCIANO MARIUSSI participa do projeto Ao redor de 4´33´´ com uma obra sonora inédita: Sem título. O trabalho contém áudio coletado em palestras públicas de conhecidos curadores e críticos de arte brasileiros. As vozes foram reorganizadas em um pensamento acerca da própria obra de arte e seu entorno.

     

    Ao redor de 4´33´´ / Luciano Mariussi
  • À

     

    Para o projeto Ao redor de 4´33´´, o artista LUIS ANDRADE criou a obra sonora À.

    Trata-se de uma obra sonora e processual, com  frases palindrômicas. O áudio consiste na voz que pronuncia a linguagem do verbo, acompanhada por um tecido mais melódico e eletrônico, criado especialmente para o conjunto de 69 palíndromos em que se resume o texto, concebido por Maurício Barros (participação especial). É como uma “trip-hop” sublime, com sintetizadores, samples e tempero branco de paladar urbano, tudo durante 9 minutos e 22 segundos.

    A obra surgiu no ano de 2000, no Rio de Janeiro.

     

     

    Ao redor de 4´33´´ / Luis Andrade
  • Listen & Repeat (Escute e Repita)

     

    Os artistas LUIZA PROENÇA e ROBERTO WINTER convidaram pessoas de todo o mundo para participar da obra sonora Listen & Repeat (Escute e Repita). Através de um website, os participantes gravavam suas vozes dizendo, em seus respectivos idiomas, o nome de um artista de sua nacionalidade, o próprio nome e a expressão “ponto com”.

    Os websites correspondentes às gravações foram realmente criados, todos com um mesmo design: apenas um fundo branco e a contínua reprodução da gravação correspondente. O trabalho final conta com a colaboração de 50 pessoas, originárias de 39 países.

     

    Ao redor de 4´33´´ / Luiza Proença / Roberto Winter
  • QuaseTudoQuaseNada

     

    MARCELO BRISSAC participa do projeto Ao redor de 4´33´´ com a obra sonora inédita QuaseTudoQuaseNada.

    O trabalho é uma colagem de pequenos trechos musicais: um texto lido de John Cage, um trecho de bazulaques brasileiros, o som dos pássaros que cantam “QuaseTudo” dentro de “QuaseNada”. Foram utilizados instrumentos musicais, como flautas, fósforos, ocarinas, guitarra, percussões e um piano preparado.

     

    Ao redor de 4´33´´ / Marcelo Brissac
  • A inveja do autor

     

    A inveja do autor foi a obra criada por MARCELO CAMPOS para o projeto Ao redor de 4´33´´. Trata-se da idéia de que a autoria é sempre um processo compartilhado, partindo da constatação do filósofo Giorgio Agamben de que todo autor ocupa o lugar de um morto. Assim, a peça sonora cria uma colagem de várias referências que abordam esse suposto cancelamento do sujeito individual.

    São citados trechos do Manifesto Realista, de Naum Gabo; frases inspiradas em Lygia Clark; trecho de O feiticeiro e sua Magia, de Lévi-Strauss; de O selvagem e o inocente, de Maybury-Lewis; de O último Tango em Paris, de Bernardo Bertolucci; e de Não Lugar, de Marc Auge. A narrativa se costura como um texto único, mas é uma colagem de diferentes referências.

     

     

    Ao redor de 4´33´´ / Marcelo Campos
  • Marcha 433 (ohr)

     

    MARCELO COMPARINI integra o projeto Ao redor de 4´33´´ com a obra sonora Marcha 433 (ohr). O artista extraiu quatro células sonoras de um único take de gravação do canto da vogal “o” aspirada guturalmente. As peças são executadas aleatoriamente durante 4 minutos e 33 segundos.

     

    Ao redor de 4´33´´ / Marcelo Comparini
  • O que eu ouço é o que eu vejo e o que eu como

     

     A crítica de gastronomia MARCIA ZOLADZ participa do projeto Ao redor de 4´33´´ com a obra sonora O que eu ouço é o que eu vejo e o que eu como. A obra busca mostrar as diferentes relações entre formas contemporâneas de expressão, como a música e a comida.

     

     

    Ao redor de 4´33´´ / Marcia Zoladz
  • Pimpolhos

     

    Para o projeto Ao redor de 4´33´´, o artista MARCOS CARDOSO produziu  a obra sonora Pimpolhos.  Trata-se de uma gravação de uma escola de samba mirim.

     

     

    Ao redor de 4´33´´ / Marcos Cardoso
  • Experimento com som (Pause)

     

    Experimento com som (Pause) foi a obra sonora criada pela artista MARIANA MANHÃES para o projeto Ao redor de 4´33´´. Partindo da idéia da peça 4´33´´, de John Cage, a artista realizou um trabalho sonoro experimental ao utilizar vídeos de registro de suas instalações como matéria-prima. Neles, coletou todos os momentos em que apenas os ruídos de funcionamento das máquinas são percebidos, quando o som das vozes das animações estão pausados ou em silêncio ( as obras da artista consistem em máquinas de comportamento orgânico cujos movimentos e gestos são determinados pelos sons de videos animados de objetos do cotidiano visual , como bules e janelas, que falam em um idioma inventado).

    Em um programa de edição, adicionou todos os trechos, sobrepondo-os em diferentes faixas de áudio, até obter uma única massa sonora. Usando recursos que alteram a velocidade, gradualmente desacelerou cada uma das faixas. O resultado é um som fluido, estranho ao original de registro das obras, se assemelhando a líquidos percorrendo o interior de um organismo.

     

     

    Ao redor de 4´33´´ / Mariana Manhães
  • Microsonidos

     

    Para o projeto Ao redor de 4´33´´, o artista argentino MARIANO AST adaptou dois microfones miniatura a um estetoscópio. Assim, foi possível gravar sons de baixo nível e de difícil acesso ao ouvido humano, como o movimento de mecanismos internos de um computador portátil. Esses microssons foram combinados com bases musicais, os quais determinaram o tempo de execução da peça, funcionando como padrão rítmico e modificando sua métrica original.

     

    Ao redor de 4´33´´ / Mariano Ast
  • JorNada

     

    A artista MARIE ANGE BORDAS participou do projeto Deslocamentos, com refugiados africanos em comunidades na África do Sul, no Quênia, na França, no Sri Lanka e no Brasil. Nesses países, a artista promoveu laboratórios de criação e discussão de idéias. Para o projeto Ao redor de 4´33´´, a artista produziu a obra JorNada, com sons e músicas gravados pelos refugiados e editados por Thiago Cury. A voz em português é de Cristiane Zuan Esteves.

     

     

    Ao redor de 4´33´´ / Marie Ange Bordas
  • Instâncias

     

     

    Para o projeto Ao redor de 4´33´´, a designer MARIETA FERBER captou sons de água em três diferentes instâncias: o espaço arquitetônico, a cidade e a natureza. A obra sonora busca perceber a qualidade dos sons da água criados pelo homem para espaços específicos, além de sons espontâneos da água em espaços livres, sem interferência humana. Há ainda o som de uma sanfona, tocada pelo músico Marcelo Jeneci, a qual ajuda a localizar os sons no espaço, a criar uma atmosfera específica e a trazer uma imagem aos determinados sons.

     

    Ao redor de 4´33´´ / Marieta Ferber
  • Jingle

     

    A artista argentina Diana Aisenberg desenvolve o projeto Diccionario de certezas e intuiciones, no qual busca definições para diferentes palavras. Para o projeto Ao redor de 4´33´´, o argentino MARIO DANTE desenvolveu um jingle intitulado Jingle com as definições que Diana Aisemberg encontrou para o verbete “grito”. Ainda quanto à confecção dessa mensagem publicitária, a percussão coube à Emiliana Arias.

     

    Ao redor de 4´33´´
  • Pesca

    Para o projeto Ao redor de 4´33´´, a artista MARTHA NIKLAUS criou a obra sonora Pesca. Trata-se da leitura feita a partir de um sorteio das frases do texto de introdução do livro Histórias Ilustradas  de “peixes, iscas e anzóis”, de autoria da artista. O livro contém uma coleção de 1023 tipos humanos, fotografados e agrupados pela sua “cromática momentânea”. Pesca contou com a a participação de Alex Hamburger, Carol Marim, Cláudia Oliveira, Hôrtencio Borges, Maria Moreira, Marcia Mattar, Margit Leisner, Monica Soffiatti, Sergio Harari, Suely Farhi, Renée Douek, Ulisses Mello e Willian Vorhees.  Edição de Martha Niklaus e Carla Dutra.

     

    Ao redor de 4´33´´ / Martha Niklaus
  • Vacilaciones del silencio

     

    O  artista chileno MARTÍN GUBBINS participa do projeto Ao redor de 4´33´´ com a obra sonora inédita Vacilaciones del Silencio. O trabalho é a leitura digital de 39 sinônimos e 19,5 antônimos da palavra silêncio. Há intervalos de 7 e 14 segundos, respectivamente, e a utilização de multiefeitos e bases produzidas por sintetizador.

     

    Ao redor de 4´33´´ / Martín Gubbins
  • Gesto único

     

    O artista MATHEUS LESTON participa do projeto Ao redor de 4´33´´ com a obra sonora Gesto único. Criada a partir do preceito elaborado por John Cage de que “qualquer som pode ocorrer em qualquer combinação e continuidade”, essa obra se baseia na aleatoriedade, também tão cara ao compositor.

    A especificidade de cada som não é importante, mas sim o todo sonoro, ou seja, a forma. E a forma dessa peça, quase minimalista, é um único continuum (daí o título “Gesto Único”): no princípio, temos apenas sons agudos, fracos e longos; porém, durante a peça, estes vão se transformando, até que, ao final, chegam à forma de sons graves, fortes e curtos.

     

    Ao redor de 4´33´´ / Matheus Leston
  • Conversas com minha janela

     

    Para descrever a obra sonora Conversas com Minha Janela no projeto Ao redor de 4´33´´, MAURICIO PEREIRA conta uma história: “Quis conhecer como é que soa o silêncio ouvido da janela de onde eu trabalho aqui em São Paulo, e tentar tocar junto com ele. Coloquei um bom microfone e deixei gravando para pegar todas as nuances, imperfeições, gentes, animais, máquinas, até o ruído do ar… Passei filtros de uma maneira intensa, amplificando ou desconstruindo a massa sonora. A frase que se repete no agudo é um assobio que gravei no meu celular. No momento da edição, toquei piano com ela. Fui atrás de um caminho harmônico no contrabaixo que me ajudasse a brincar com o telefone e a frase assobiada desconstruída. Enfim, é uma pequena fotografia sonora da minha janela, com bigodes desenhados em cima dela…”

     

    Ao redor de 4´33´´ / Mauricio Pereira
  • Espera

     

    O músico e compositor MORENO participa do projeto Ao redor de 4´33´´ com a obra sonora inédita chamada Espera. O artista descreve a obra com uma única expressão: “Espera um pouco...”.

     

    Ao redor de 4´33´´ / Moreno
  • São sons

     

    MÚSICA DE RUIZ é composto por Estrela Ruiz Leminski e Téo Massignan Ruiz. Eles participam do projeto Ao redor de 4´33´´ com a obra sonora São Sons. É uma canção sobre a amplitude do som, seu significado e sua representação social. Trata da própria incorporação do ruído à música. A obra foi concebida para o disco de mesmo nome e tem a participação de André Abujamra.

     

    Ao redor de 4´33´´ / Estrela Ruiz Leminski / Música de Ruiz / Téo Massignan
  • A acácia meleira rosa

     

    A poeta e escritora NOEMI JAFFE participa do projeto Ao redor de 4´33´´ com a obra sonora A acácia meleira rosa.

    Um amante descreve os sons que sua amada produz. A obra é produzida para o rádio, onde não se pode ver nada, só escutar. É como uma declaração de amor auditiva.

     

    Ao redor de 4´33´´ / Noemi Jaffe
  • 05´05´051

     

    Para o projeto Ao redor de 4´33´´, o OBSERVATÓRIO AUDITIVO, de Augusto Malbouisson, desenvolveu a obra sonora 05´05´051. Ao longo de seis meses, foram recolhidos sons em Paris, Rio de Janeiro, Ilha Grande, Genebra e Göttingen. O artista empregou também relógios de corda, baquetas, despertadores, pedais de efeito, entre outros utensílios para gerar sons. As vozes são de Barbara Kahane, Jonathan Mege e Benjamin Salmeron.

     

    Ao redor de 4´33´´
  • Transeunte

     

    Para o projeto Ao redor de 4´33´´, a artista PALOMA BOSQUÊ fez uma colagem de sons do comércio ambulante, a partir da idéia de que, à medida que passa, o transeunte capta as diferentes informações sonoras gritadas e repetidas pelas ruas da cidade. Na obra intitulada Transeunte (que conta com a participação de Naima Almeida), ao registrar essas informações, percebe-se que elas se sobrepõem como um mantra que entorpece a própria passagem.

     

    Ao redor de 4´33´´ / Paloma Bosquê
  • Pour toujours a jamais ? Il movimento organico adaggio frenetico vorace

     

    Para o projeto Ao redor de 4´33´´, os artistas PALUMBO e DANY ROLAND criaram a obra sonora POUR TOUJOUR A JAMAIS – Il Movimento Organico Adaggio Frenético Vorace.

    A obra é composta de ruídos, timbres e sons a princípio desconhecidos, mas incrivelmente íntimos a qualquer pessoa.

    Trata-se de um ensaio sobre o trânsito intenso dos fluidos vitais e da compulsão do músculo cardíaco, o centro absoluto deste maravilhoso sistema orgânico organizado que é o corpo humano.

    Para a gravação da obra sonora, foram utilizados um Doppler fetal portátil, um microfone, um computador e um coração. 

     

    Ao redor de 4´33´´ / Dany Roland / Palumbo
  • Solilóquio

     

    Para o projeto Ao redor de 4´33´´, a crítica de arte PAULA ALZUGARAY selecionou trechos de entrevistas que realizou com artistas ao longo dos últimos 5 anos e produziu a obra sonora Solilóquio.

    Esses trechos foram editados como um monólogo, para serem relidos em um único texto. A omissão de nomes próprios e títulos faz com que a obra final ganhe um caráter neutro e abrangente.

    O Solilóquio, derivado do encontro de partes de muitas entrevistas, deixa de dirigir-se a um artista específico e passa a se referir ao artista contemporâneo em potencial.

     

    Ao redor de 4´33´´ / Paula Alzugaray
  • Guitarra preparada

     

    Na década de 1940, o artista norte-americano John Cage alterou o timbre de um piano, fixando entre as cordas pequenos objetos como parafusos, borracha, madeira, pano e plástico. Cage batizou o novo instrumento de piano preparado. Para o projeto Ao redor de 4´33´´, o artista PAULOHARTMANN aplicou o mesmo procedimento à guitarra elétrica e criou duas obras:

     

    Guitarra Preparada

    A mesma técnica utilizada por John Cage de preparação do piano é aplicada à guitarra elétrica, proporcionado uma extensão da palheta sonora.

     

    Celufonia Espectral 1

    São utilizados captadores de diversas guitarras para a captação de interferências eletromagnéticas provocadas pelo campo de atuação ocupado pelo espectro de ondas de aparelhos celulares. Essa textura aleatória é usada como base da composição.

     

    Ao redor de 4´33´´ / Paulo Hartmann
  • Celufonia Espectral 1
    Ao redor de 4´33´´ / Paulo Hartmann
  • Acerca de

     

    PEDRO PALHARES participa do projeto Ao Redor de 4’33´´ com as obra sonoras Reticências e Acerca de.

    Em Acerca de, o artista se pergunta: “O que poderia estar acontecendo em volta do silêncio da peça 4’33’’?”, “Conseguirá o músico encontrar seu silêncio interno ou será absorvido por todo o ruído exterior?”. Para elaborar a obra, foram utilizados voz, loops, paisagem sonora, colagem, percussão, teclados, computador e cassete. O material foi gravado, editado e mixado no programa Garageband, em 2009.

    Na obra sonora Reticências, a partir de elementos minimalistas, criou-se momentos de tensão e calmaria – uma quasi-música, que empaca e depois volta. Foram usados piano, bateria e vazamento de som (gravados em overdub). Gravado e mixado por Sandro Garcia no estúdio Quadrophenia, em 2004.

     

    Ao redor de 4´33´´ / Pedro Palhares
  • 4'33" Revisitado

     

    O músico e compositor PÉRICLES CAVALCANTI participa do projeto Ao redor de 4´33´´ com a obra sonora 4’33’’ Revisitado.

    A idéia central desta composição-homenagem foi realizar associações com outras obras e elementos utilizados por John Cage, integrando-os a um novo contexto. Durante 4 minutos e 33 segundos, aparecem sons de rua, de estações de rádio AM, de um parque infantil e de equipamento eletrônico. Além disso, vozes do artista e de seus familiares repetem, em português, uma frase da obra de Cage Conferência sobre o nada: “Eu não tenho nada pra dizer, e estou dizendo isso, e isso é poesia”.

     

    Ao redor de 4´33´´ / Péricles Cavalcanti
  • Avacalhestion

     

    Igor Sisto Guimarães é PONTOGOR. Ele participa do projeto Ao redor de 4´33´´ com as  obras sonoras AVACALHESTION e ZNTT 4´33´´.

    As duas obras foram desenvolvidas com três vitrolas, uma mesa de som, dois videocassetes e a partir de alguns discos de música erudita. Não se trata exatamente de música, mas sim de barulho (ruído). Realizadas no atelier de artista, no centro do Rio de Janeiro, ambas foram gravadas de uma só vez (sem edição ou montagem) e são recortes de grandes períodos de gravação. 

     

     

    Ao redor de 4´33´´ / Pontogor
  • ZNTT 4´33´´
    Ao redor de 4´33´´ / Pontogor
  • Melodrama

     

    O artista RAFAEL CAMPOS ROCHA participa do projeto Ao redor de 4´33´´ com duas peças sonoras que foram gravadas diretamente no microfone do computador. Os trabalhos são carregadas de humor simples e direto.

    A primeira peça, Melodrama, é uma paródia dos mantras pop de auto-ajuda. Inspirado em gurus midiáticos como Osho e Deprak Chopra, sotaques teatrais comunicam mensagens de resignação ao liberalismo. 

    Por outro lado, a obra Testando apresenta uma estética modernista, em que os limites materiais, mesmo que conhecidos, nunca são esgarçados para o aparecimento de uma imagem que não seja a do próprio funcionamento do meio.

     

    Ao redor de 4´33´´ / Rafael Campos Rocha
  • Esquecendo Wimbledon

     

    Para o projeto Ao redor de 4´33´´, o crítico e curador RAFAEL VOGT elaborou a obra sonora Esquecendo Wimbledon.

    Essa obra foi gravada sob direção do autor, montada em estúdio com recursos básicos de sonoplastia e com interpretação de atores amadores e profissionais . Trata-se de uma peça radiofônica de curta duração, com quatro personagens, em estilo realista. A partir do conceito da curadoria do segmento Radiovisual, criou-se um contraponto às proposições “aleatórias” envolvidas na concepção da obra emblemática de John Cage. No espaço temporal proposto, em torno de 4 minutos e 33 segundos, a dramaturgia da peça estabelece nexos narrativos verossímeis que acabam por parecer neutros, quase a compor uma espécie de “musak dramático”. Os conteúdos implícitos remetem ao universo dos filmes, especialmente os do gênero “erótico”, em um grau em que nada é realmente explícito, tendo em vista a ausência de imagens materiais e a interrupção da continuidade da imagem “literária” que está sendo sonorizada.

     

    Ao redor de 4´33´´ / Rafael Vogt Maia Rosa
  • 5´22´´

     

    As artistas RAQUEL KOGAN e LEA VAN STEEN participam do projeto Ao redor de 4´33´´  com a obra sonora 5´22´´. Elas criaram uma ilustração sonora da peça 4´33´´ de John Cage, baseada na execução de David Tutor.

     

    Ao redor de 4´33´´ / Lea Van Steen / Raquel Kogan
  • As orelhas humanas não têm aspecto muito agradável

     

    RICARDO ALEIXO produziu a obra As orelhas humanas não têm aspecto muito agradável para o projeto Ao redor de 4´33´´.

    O ponto de partida para a criação da peça sonora foi a gravação da leitura aleatória, feita pelo artista, de fragmentos de um velho livro sobre acústica, do qual foi extraído o título. Recombinados durante o processo de leitura, esses fragmentos – aos quais se agregaram os sons do passar das páginas do livro – foram, posteriormente, retrabalhados em um programa de tratamento e edição de som. A finalidade disso era tanto valorizar as sugestões melódicas, rítmicas e de timbre contidas dos formantes, como enfatizar o caráter de nonsense provocado pela associação de informações totalmente desconexas.

    Quanto à gravação, a voz foi captada com um gravador digital H4 Zoom, sendo o tratamento sonoro, a mixagem e a masterização feitos pelo próprio artista, na cidade de Belo Horizonte, em 2009.

     

     

    Ao redor de 4´33´´ / Ricardo Aleixo
  • Ascensão para um piano

     

    O artista RICARDO CARIOBA participa do projeto Ao redor de 4´33´´ com a obra sonora Ascensão para um piano. Trata-se de uma música computacional desenvolvida em Plug-in de piano e sequenciador MIDI Piano Roll.

    A música é composta por sucessivas ascensões que correm por onze oitavas. Essas ascensões acontecem em tempos diferentes, se sobrepõem e sofrem intensa distorção digital. A música em questão é feita para os minutos que antecedem a peça 4'33".

     

    Ao redor de 4´33´´ / Ricardo Carioba
  • A reunião

     

    RICARDO VAN STEEN participa do projeto Ao redor de 4´33´´ com a obra sonora A reunião. Produzida em parceria com Hilton Raw, a ficção sonora busca representar as emoções que antecedem um momento de decisão.

    Trata-se de uma reflexão sobre a vulnerabilidade. O ouvinte recebe pistas que o ajudam a construir mentalmente um "filme" e múltiplas camadas de informação se alternam: sons da cidade e da televisão, vozes em discussão, música incidental e rezas persistentes. Um acúmulo obsessivo de dados a serem processados simultaneamente. E todos convergem ao clímax desse drama: a tomada de decisão.

     

    Ao redor de 4´33´´ / Ricardo van Steen
  • Narrando a memória da rede

     

    O artista ROOSIVELT PINHEIRO participa do projeto Ao redor de 4´33´´ com a obra sonora Narrando a memória da rede. Nela, diferentes pessoas respondem à pergunta “O que é rede?”, narrando o que vem à memória. Intercalado a esses relatos, o artista faz uma declamação-citação sobre o que seria a memória, sendo uma de Santo Agostinho e a outra do filósofo alemão Edmund Husserl.

     

    Ao redor de 4´33´´ / Roosivelt Pinheiro
  • O realejo, um conto sonoro

     

    Para o projeto Ao redor de 4´33´´, a artista ROSANA PALAZYAN desenvolveu a obra sonora O Realejo, um conto sonoro, que contém sons capturados durante o ano de 2004. 

    São  depoimentos de moradores de rua. As declarações são colocadas em papéis coloridos, oferecidos pelo pássaro de um realejo ao público.

    Trata-se de um realejo transformado, na tentativa de gerar reflexão. É o “elo entre o pensamento das ruas de onde ele vem para a própria rua que muitas vezes não se reconhece a si mesma”.

    Roteiro de Rosana Palazyan.

    Edição Rosana Palazyan e  Fábio Carvalho.

     

     

    Ao redor de 4´33´´ / Rosana Palazyan
  • Wie Mir Scheint

     

     

    Lucio Agra, Marcus Bastos, Mário Ramiro e Dudu Tsuda formam o grupo SNERVO. O quarteto trabalha com música, imagem e performance.

    Para o projeto Ao redor de 4´33´´, eles apresentam wie mie scheint. Nessa obra sonora com ares de canção pop, o que se canta são trechos de uma carta do filósofo Vilém Flusser. A letra trata da investigação no campo da fotografia, numa tentativa que o autor considerava pouco comum e significativa, mas possível de ser conduzida com fantasia.

    Tirado do contexto da filosofia e transformado em melodia e música, o texto se transforma numa obra que explora o universo sonoro de John Cage, o qual, para o grupo de artistas, faz música com silêncios e acasos.

     

    Ao redor de 4´33´´ / S nervo
  • Futebol Arte

     

    A obra sonora Futebol-arte, de SÉRGIO BASBAUM, é baseada numa partida bastante conhecida, na qual a Seleção Brasileira, comandada por Telê Santana, superou as quartas-de-final da Copa do Mundo de 1982 ao empatar com a Itália em 3 a 3.

    Os gols da Itália foram marcados por Paolo Rossi, e os do Brasil por Sócrates, Falcão e Éder. O gol olímpico marcado por Éder aos 45 minutos do segundo tempo, desconhecido até hoje, nos obriga a rever toda a história da década de 1980. Ele consagra o talento, a criatividade, a ousadia e a poesia de uma forma cultural que constitui a identidade do brasileiro, fundamental para a sua auto-estima.

    O trabalho apresenta – em primeira mão – este documento de grande importância histórica: os 4 minutos e 33 segundos finais da partida, na voz do locutor José Silvério.

     

     

    Ao redor de 4´33´´ / Sergio Basbaum
  • 4´56´´

     

    Para o projeto Ao redor de 4´33´´, o artista SERGIO KAFEJIAN propõe alguns questionamentos: “Como seria apresentar 4 minutos e 33 segundos na beira de uma lagoa dos lençóis maranhenses? E no meio de uma obra urbana ou ainda em um concerto de música eletroacústica? A peça 4´33´´, de John Cage, nos convida a ouvir o som que está em nossa volta. “Mas o que está em nossa volta?”, pergunta o artista, cuja obra sonora, intitulada 4´56´´, combina paisagens sonoras gravadas em Marechal Deodoro (AL), Lençóis maranhenses (MA) e São Paulo (SP).

     

    Ao redor de 4´33´´ / Sergio Kafejian
  • John Cage na Praia Nº 4

     

    A obra sonora John Cage na Praia Nº 4, de SILVIA OCOUGNE e CHICO MELLO, foi gravada em 1996 no álbum Música Brasileira De(s)composta. Inspirada nos Songbooks de John Cage, a peça, uma partitura numérica, resulta numa espécie de meddley de fragmentos do cancioneiro da MPB intercalados por silêncios. Conforme os artistas, trata-se de "ilhas sonoras que se repetem sempre com alguma variação".

    Tais gravações foram feitas separadamente, sem que um ouvisse a gravação do outro, e juntadas ao acaso na edição do álbum.

     

     

    Ao redor de 4´33´´ / Chico Mello / silvia ocougne
  • Jerusalém

     

    SIMONE MICHELIN participa do projeto Ao redor de 4´33´´ com a obra sonora Jerusalém. Trata-se de um documentário sonoro de uma visita à Jerusalém, cidade dividida em três religiões que historicamente disputam espaço de forma sangrenta. Embora a narrativa privilegie a perspectiva cristã, por ser a mais familiar à artista, ela procura colocar todas as partes de forma equivalente, de “um ponto-de-vista brasileiro mash up onde todos os gatos são pardos e a moral da história é dada numa mesa de bar carioca, citando Augusto de Campos”, como descreve a artista.

     

    A maioria do material sonoro pertence ao banco de dados audiovisuais de Simone MIchelin. Porém, algumas gravações são oriundas de projetos de autoria compartilhada:Golani de Ooret ashery, No GoZones / Influence 100 na colagem; Glitch break de VESXT;large cave de Dobroide; Fire de Cyirill Laurier; e Call to prayer from the Prophet’s Mosque de ejaz215.

     

    Ao redor de 4´33´´ / Simone Michelin
  • Café com pão

     

    Café com pão é o nome da obra sonora produzida por Sonia S. Labouriau para o projeto Ao redor de 4´33´´. O ponto de partida dessa obra é uma investigação sobre os atos de “comer e observar o semelhante”. Pretende-se também mimetizar o aspecto repetitivo da linguagem publicitária de rádio.

    Relato e comentários de observadores casuais sobre a intervenção urbana, Café com pão foi realizada de janeiro até dezembro de 2009. Nela, “pássaros” de pão são moldados manualmente depois da mistura com água e, em seguida, colocados em lugares da rua onde pessoas têm o hábito de alimentar pássaros.

     

     

    Ao redor de 4´33´´ / Sonia S. Labouriau
  • DELEITE ? para ouvir na penumbra

     

    SUELY FARHI integra o projeto Ao redor de 4´33´´ com a obra sonora DELEITE – para ouvir na penumbra.

    A peça traz o ronronar da gata Nono e a voz carinhosa da artista, gravada ao acaso. Uma expressão de prazer e doçura reverberando aos sons das ondas de rádio para enfatizar nosso sentido amoroso.

    Ao ampliar a sonoridade, é possível imaginar uma grande fera em estado de prazer e deleite.

     

    Ao redor de 4´33´´ / Suely Farhi
  • Como movérse

     

     

    A produtora artística TÊRA QUEIROZ participa do projeto Ao redor de 4´33´´ com a obra sonora Como movérse.

    A peça apresenta uma voz falando – em espanhol com sotaque nordestino – regras de orientação turística.

    O objetivo da artista é levar ao ouvinte o nonsense da orientação turística dentro de um metrô.

     

     

    Ao redor de 4´33´´ / Têra Queiroz
  • L.I.C.K. My Favela

     

    Tetine é composto por Bruno Verner e Eliete Mejorado.

    Para o projeto Ao redor de 4´33´´, eles trazem a obra sonora L.I.C.K. My Favela. Trata-se de uma peça “tropical mutant punk funk” produzida por Bruno Verner.

    Voz, samples e outras manipulações: Eliete Mejorado.

     

     

    Ao redor de 4´33´´ / Tetine
  • De segunda ao infinito

     

    Os artistas Traplev e Raquel Stolf participam do projeto Ao redor de 4´33´´ com a obra sonora De segunda ao infinito.

    O título faz referência ao único livro de John Cage editado em língua portuguesa, De segunda a um ano. Deste livro, registrou-se a leitura de alguns trechos do texto Diário: Como melhorar o mundo (você só tornará as coisas piores).

    A voz foi editada com sons do cotidiano: ruídos domésticos - como telefone, latidos e louça -, passando pelo som de carros e de caminhões.

     

     

     

     

    Ao redor de 4´33´´ / Raquel Stolf / Traplev
  • Sem título [Peça=Fauna]

    Para compor a obra sonora do projeto Ao redor de 4´33´´, o artista VANDERLEI LOPES convidou pessoas de diferentes áreas para imitarem sons de animais

    Advogados, médicos, artistas plásticos e atores gravaram os sons sem ensaio. A edição de Sem título [Peça=Fauna] buscou construir uma experiência temporal narrativa e visual de uma natureza em transformação.

     

    Ao redor de 4´33´´ / Vanderlei Lopes
  • Songbook lovesongs # 1

    No projeto Ao redor de 4´33´´, a obra sonora de WAGNER MORALES trabalha o conceito de pasteurização da canção. Foram selecionadas seis canções românticas de sucesso, como “With or without you”, do U2, e “Love of my life”, do grupo musical Queen.

    Cada canção foi decomposta, e as notas foram tocadas todas de uma única vez. Logo, as seis canções tornam-se um acorde. Essa obra sonora intitula-selovesongs #1 e integra o projeto Songbooks.

    Ao redor de 4´33´´ / Wagner Morales
  • VT Preparado AC/JC

     

    WALTER SILVEIRA é o criador de VT Preparado AC/JC. O vídeo foi realizado durante a passagem de John Cage pela Bienal de São Paulo em 1986. 

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    Para o projeto Ao redor de 4´33´´ o Walter Silveira traz um fragmento editado desse video. 

    O título da obra é AC/JC e se refere às iniciais de Augusto de Campos e John Cage - vozes centrais da peça. Aparecem na colagem de sons as vozes do próprio Cage, dos poetas Augusto e Haroldo de Campos, Wally Salomão e Décio Pignatari, além do músico Arrigo Bernabé. 

     

    Ao redor de 4´33´´ / Walter Silveira
Ouça aqui a Rádio Online

Radiovisual: Excitadora de frequências

"Os artistas são as antenas da raça humana, eles auscultam e pressentem o porvir".

Ezra Pound

A Rádio põe em evidência a intenção geral da 7ª Bienal: recolocar o olhar artístico no centro do projeto expositivo e recuperar a conexão entre a figura do artista e o público em geral, e particularmente do Rio Grande do Sul.

O projeto da Radiovisual se articula ao projeto pedagógico e irradia a sua ação e extensão. Busca alcançar e integrar os setores mais distantes, surpreendê-los, e proporcionar a esses potenciais ouvintes, através de sua programação, acesso e participação central da Bienal. Ao mesmo tempo, a Rádio, com seu caráter imediato, livre, dinâmico e sempre em construção, alinha-se com outro aspecto fundamental da curadoria geral: a ênfase que pretendemos dar sobre as dinâmicas e processos de construção de sentidos - sempre em movimento - que estão no centro dos processos criativos. A Rádio se configura também como um "canal aberto" para uma reflexão, que nos permitirá oferecer ao público algumas respostas imediatas sobre questões atuais relativas à arte e seus desafios no mundo contemporâneo.

Nossa rádio pretende se fundar a partir de dois eixos: captação e irradiação de uma produção sonora específica, criada, em sua maior parte especialmente para a 7ª Bienal do Mercosul, a partir de formatos de programação pré-estabelecidos. Ao mesmo tempo, será o centro de reflexão e de veiculação de informações referentes à 7ª Bienal do Mercosul, e também de divulgação dos seminários e debates que ocorrerão durante o período da exposição.

 A Radiovisual pretende estimular uma "democratização dos sentidos". Ela almeja uma potência experimental e de conteúdo sonoro que possa dialogar com força com as artes visuais. E, ao mesmo tempo, desenvolverá gêneros e formatos radiofónicos "amigáveis" para cumprir, também, o seu papel informativo e pedagógico dentro da 7ª Bienal do Mercosul.

 A programação da Radiovisual tem um caráter informativo e ao mesmo tempo experimental e se propõe como desafio "excitar frequências". Está composta por formas abertas, gêneros radiofônicos variados, aptos a receber conteúdos e criações externas que estimulem e engendrem outras formas de produção - "modelos de sensibilidade" radiantes, irradiando novos sentidos. Este aspecto caracteriza, de certo modo, um processo específico de exercício criativo e uma reflexão sobre a possibilidade de criação coletiva de formas sonoras que se propaguem via Radiovisual.

Estaremos no ar 60' diários (1 hora) durante o período da Bienal (45 dias), e temos como parceiros nesse projeto a Rádio FM Cultura do Rio Grande do Sul, que de forma entusiasmada abraçou nossa idéia e nos permitiu viabilizá-la (www.tve.com.br).

Cruzamento de sensações, sinestesia e "contaminação entre linguagens" são nossos parâmetros durante o processo que estamos experimentando e que pretendemos que seja irradiado, compartilhado com  outros artistas e, claro, com os nossos potenciais ouvintes.

Um dos programas da Radiovisual inclui as peças criadas por vários artistas, poetas e músicos, especialmente para a 7ª Bienal do Mercosul, e cuja duração deve ser a de um tempo "ao redor de 4'33"". Esse projeto leva o título de Ao Redor de 4'33" e tem como referência o conhecido concerto criado por John Cage em 1952, um dos artistas homenageados em Grito e Escuta. Essas performances sonoras serão executadas e ouvidas tanto no espaço da Bienal (Cais do Porto), na sede ao ar livre da Radiovisual, como também durante a nossa programação, que será transmitida pela Rádio FM Cultura.

 

Radiovisual: Awakening Frequencies

"Artists are the antennae of the human race"

Ezra Pound

The radio program evidences the overall intention of the 7th Biennial: to place the artist's vision at the core of the overall exhibition project, and to recover the connection between the figure of the artist and the general public, particularly the citizens of Rio Grande do Sul.

The Radiovisual project is bound to the education program, and serves to communicate and extend it, reaching the most remote sectors of the community, offering potential listeners access to and participation in the very core of the Biennial. At the same time, the Radio, due to its immediate, free and dynamic nature which is always under construction, is in keeping with another crucial aspect of the curatorial vision at large: the emphasis on the dynamics and processes by which meaning is built, processes that lie at the heart of creativity.

The radio is also an "open channel" for reflection, offering the audience immediate answers to some current issues involving art and the challenges it faces in the contemporary world.

Our radio program will revolve around two pivotal notions: recording and broadcasting specific sound productions created for the Biennial, on the basis of pre-existing radio formats; and acting as a center for reflection on and broadcast of information pertinent to the Biennial´s debates during the exhibition period itself.

Radiovisual attempts to incite a democratization of meaning and an exploration of the sense capable of engaging in significant dialogue with the visual arts. It also attempts to develop friendly radiophonic genres and formats in order to perform an informative and educational function within the Biennial.

We will be on the air 60 minutes (one hour) a day during the Biennial period (45 days).  Radio FM Cultura, which has enthusiastically supported and facilitated our idea, will collaborate with us on this project.

The mingling of sensations, synesthesia and the "contamination of languages" will be the parameters of this process, which we hope will be shared with other artists as well as, naturally, potential listeners. One of Radiovisual's programs will include pieces created by various artists, mostly musicians, specifically for the Biennial. The duration of such pieces will be approximately 4'33." The point of reference for this project, which is entitled AO REDOR DE 4'33´´," is John Cage's 1952 concert; Cage is one of the artists to whom Screaming and Listening pays tribute. These sound pieces will be performed and heard both in the space of the Biennial (on the docks of the port), and on the airwaves of Radio FM Cultura.

Radiovisual also proposes musical performances, video projections, films,  conversations with artists, as well as debates and lectures pertinent to the Biennial and its programs.

 


Ao redor de 4´33´´

"A arte não é algo para somente uma pessoa, mas sim um processo posto em movimento por muitos." John Cage

O projeto Ao redor de 4´33´´ foi criado e produzido por Lenora de Barros para a Radiovisual, dentro da curadoria Texto Público, concebida por Artur Lescher, por ocasião da 7ª Bienal do Mercosul - Grito e Escuta.

Escute as obras sonoras aqui.