projetos

  • série CQD
    série CQD

    Avião analisado, 1973

    Trem analisado, 1973

    Bicicleta analisada, 1973

    Caneta analisada, 1973

    Nanquim sobre papel

    Coleção Gilberto Chateaubriand MAM-RJ

     

    artifício / desenho / Desenho das Ideias / espaço impossível / ficção / Marta Minujín / Milton Machado
  • Vista da exposição Desenho das Ideias
    Vista da exposição Desenho das Ideias

    Vista da exposição Desenho das Ideias na 7a Bienal

    Foto: Del Re/Stein

    austeridade / Desenho das Ideias / escuta / Iran do Espírito Santo
  • Subversão de convenções

    Em termos gerais, o convite para deslocar a percepção, para questionar as categorias estabelecidas - de tempo, espaço e conhecimento - e para oferecer perspectivas alternativas ao status quo é um objetivo compartilhado pelos artistas da exposição Desenho das Ideias. É o caso de Décio Pignatari, que em seu poema Interessere (1976) manifesta: \"Na vida interessa o que não é vida [...] Na arte interessa o que não é arte [...] Na poesia interessa o que não é poesia [...] Na história interessa o que não é história [...] No paradigma interessa o que não é paradigma [...]\".

  • Abstração política

    Poderíamos estipular, seguindo Pignatari, que na abstração interessa o que não é abstração, e que, em muitas obras de raiz latino-americana, na abstração interessa mais a política. Longe das colocações depuradas do modernismo europeu e norte-americano, o diálogo proposto por uma seleção pontual de obras de Cildo Meireles, León Ferrari, Jorge Caraballo, Anna Maria Maiolino, Magdalena Jitrik, Johanna Calle e Abraham Cruzvillegas na exposição Desenho das Ideias permite abordar a abstração como uma resposta concreta a circunstâncias políticas maiores, ante as quais o artista se posiciona e enuncia, conforme o caso, uma resistência ou uma denúncia.

  • Sobre a obra na 7ª Bienal
    Marta Minujín é uma figura emblemática na história da autogestão de projetos na Argentina. Incansável \"projetista\", Minujín transitou por múltiplas etapas durante sua produção, que se articula em torno a um eixo crítico pouco valorizado. Já no início dos anos sessenta, acionava performances de caráter efêmero, como no caso de Leyendo las Noticias en el Río de la Plata (1961), a qual, envolvida em papel de jornal, se submerge no rio denunciando as falácias da mídia. Vêm, depois, anos de ambientações pop e psicodélicas, ações na mídia, performances e happenings que incorporaram crescentemente a preocupação pela participação massiva, intenção que marcará fortemente seus projetos dos anos setenta e oitenta na Argentina e no mundo. Entre eles, realizou o Partenón de Libros, uma estrutura tubular de ferro do mesmo tamanho que o Partenón de Atenas, recoberta por milhares de livros proibidos durante a ditadura militar. O Partenón foi aberto e compartilhado com o público durante a noite de Natal de 1983, o primeiro ano do país novamente em democracia. Na exposição, apresentamos o projeto e a documentação dessa ação e incluímos também uma seleção pontual de desenhos de projetos não realizados, que em nosso entender carregam uma significação política especial, pois não apenas referem-se às ideias que portam, mas seu caráter de irrealização alude a uma problemática maior em um contexto que pouco apoia as grandes produções de arte mais atual.