\\\"Não está isento de controvérsia um termo que encarne o novo papel do criador artístico. O que foi descartada é a utilização do termo \\\"artista\\\". [...] Neide de Sá propõe o nome de \\\"programador\\\"; os italianos, de \\\"operatori\\\"; Julien Blaine os classifica como \\\"provocadores para fazer\\\". Destas três propostas, a mais certeira pareceria ser a de Neide de Sá. O uso do termo \\\"operatori\\\" seria, por sua ação - é isso que a palavra significa - mais correto para definir aquele que concretiza o projeto (nós preferimos o \\\"armador\\\"), e o de Julien Blaine é mais a definição da função que deve ser cumprida pelo \\\"projetista\\\", pois este se converteria em um \\\"provocador para fazer\\\". Propomos o termo \\\"PROJETISTA\\\" por ser uma derivação direta de \\\"projeto\\\". E, para completar, chamaríamos de \\\"PROJETISTA-PROGRAMADOR\\\" à conjunção em equipe para a realização de complexos não individuais.\\\" - Edgardo Antonio Vigo, \\\"Un arte a realizar\\\", en Ritmo (La Plata), núm. 3, 1969.