Instalação na 7ª Bienal do Mercosul
Foto: Del Re/Stein
2009
Tinta látex sobre parede
Coleção do artista, SP
1990
Impressão sobre papel
Coleção Centro de Arte Experimental Vigo, La Plata
2009
Metal, pele bovina, espelho
Fotografia: Laura Lima
2009
Metal, pele bovina, espelho
Fotografia: Del Re/Stein
2009
Metal, pele bovina, espelho
Fotografia: Del Re/Stein
2009
Site Specific
Fotografia: Del Re/Stein
John Cage escolheu seguir os desígnios do oráculo do I Ching para a composição de várias das suas obras e, nesse sentido, postulou incorporar a vida mesma e seus vaivéns - aceitando seus sons e seus ruídos, mais além de toda notação musical específica - à arte. Longe de todo interesse na mentira (e por extensão, na verdade), Cage abraçava o acaso e, em seu único longa-metragem One11, recorreu ao IC, um programa de computação que executou as 1200 operações de acaso as quais guiaram os movimentos de uma única câmera de luz em um único espaço escuro. O filme enfatiza a importância de uma imagem (que, aqui, é visível, mas em outros trabalhos é mental) que não requer significação, complemento ou artifício, mas que simplesmente é. Por sua vez, no filme, o espaço torna-se indescritível e bem poderia tratar-se de um não-lugar ou um todo-lugar, infinito.
Ryan Gander recorre ao humor quando desenvolve narrativas visuais que incorporam ficção, informações cotidianas, pistas e, inclusive, mentiras. Sua nova escultura Maquette for Culturefield (2009) e o filme As It Presents Itself, Somewhere Vague (2008), apresentados nesta Bienal, trazem propostas ficcionais cujos sujeitos são os elementos próprios do sistema da arte. A escultura toma a forma de um organismo que conjuga cerca de vinte estruturas da história da arte, do desenho e da arquitetura - uma parte da torre Eiffel, as cadeiras Eames, as bicicletas dobráveis Landrover, entre outras - e, como um monstro abstrato, invade o espaço pulcro da arte (representado aqui pela estante, o pedestal e a plataforma branca). De fato, Culturefield é o lugar imaginado pelo artista como um paraíso intelectual em que convivem as melhores ideias, referências e estéticas; e sua maquete atuaria como um mapa mental do imaginário do artista no momento mesmo do processo de construção da obra.