Marta Minujín

  • Torre Eiffel de Pan Baguette (Torre Eiffel de Pão Baguette)
    Torre Eiffel de Pan Baguette (Torre Eiffel de Pão Baguette)

    1982

    Nanquim sobre papel carbono

    64 x 88,3 cm

    Coleção da artista, Buenos Aires

    Fotos: Gustavo Sosa Pinilla

     

    Desenho das Ideias
  • Humor
    A vontade de quebrar parâmetros e convenções instauradas encontra um importante aliado no humor, que podemos caracterizar, seguindo Mijaíl Bajtín, como a \"alegre relatividade de qualquer regime ou ordem social, de qualquer poder e de qualquer posição (hierárquica)\". O humor e suas formas - a paródia, a sátira, o grotesco, a ironia - postulam a ambivalência, a possibilidade de observar uma mesma realidade a partir de pontos de vista antagônicos para, assim, desestabilizar, por um momento, poderes, hierarquias, regras e tabus.
  • Sobre a obra na 7ª Bienal
    Marta Minujín é uma figura emblemática na história da autogestão de projetos na Argentina. Incansável \"projetista\", Minujín transitou por múltiplas etapas durante sua produção, que se articula em torno a um eixo crítico pouco valorizado. Já no início dos anos sessenta, acionava performances de caráter efêmero, como no caso de Leyendo las Noticias en el Río de la Plata (1961), a qual, envolvida em papel de jornal, se submerge no rio denunciando as falácias da mídia. Vêm, depois, anos de ambientações pop e psicodélicas, ações na mídia, performances e happenings que incorporaram crescentemente a preocupação pela participação massiva, intenção que marcará fortemente seus projetos dos anos setenta e oitenta na Argentina e no mundo. Entre eles, realizou o Partenón de Libros, uma estrutura tubular de ferro do mesmo tamanho que o Partenón de Atenas, recoberta por milhares de livros proibidos durante a ditadura militar. O Partenón foi aberto e compartilhado com o público durante a noite de Natal de 1983, o primeiro ano do país novamente em democracia. Na exposição, apresentamos o projeto e a documentação dessa ação e incluímos também uma seleção pontual de desenhos de projetos não realizados, que em nosso entender carregam uma significação política especial, pois não apenas referem-se às ideias que portam, mas seu caráter de irrealização alude a uma problemática maior em um contexto que pouco apoia as grandes produções de arte mais atual.
  • fazer multiplicado
    \"Todo artista contemporâneo tangencia esse fazer multiplicado: é característica do campo que legitima sua condição e posibilidade, neste início de século XXI, delineá-lo(a) como personagem em contínuo deslocamento através de práticas, saberes e discursos, dotado(a) de certos recursos técnicos e conceituais que possibilitam esse deslocamento-ao menos potencialmente. (...) Na construção efetiva de sua manobra de intervenção frente ao circuito, tal artista somente pode aspirar a qualquer grau mínimo de autonomia (ou seja, o resguardo de sua capacidade de deslocamento) se comprender seu fazer como un conjunto de práticas que incorporam não apenas as questões ditas plásticas, como as percebe como co-extensivas às práticas do agenciamento, da curaduria e da crítica.\" - Ricardo Basbaum, \"Deslocamentos rítmicos: O artista como agenciador, como curador e como crítico\"

Marta Minujín nasceu em Buenos Aires, em 1941, onde vive e trabalha. Estudou na Escuela de Bellas Artes de Buenos Aires. Abandonou cedo a educação formal e em 1961 se instala em Paris após ganhar uma bolsa de estudos, onde se vincula a artistas informalistas e do Nouveau Réalisme. Alí começa a realizar suas estruturas cobertas de colçhões, realizadas com dejetos hospitalares. Em 1963 realiza La Destrucción, uma ação no Impasse Ronsin, um terreno baldio onde planejou a destruição de suas obras como final de sua exposição. De regresso a Buenos Aires, ganha o Prêmio Nacional del Instituto Torcuato Di Tella em 1964 com Revuélquese y Viva (1964), uma construção habitável coberta de colchões multicoloridos que convidava o público a ampliar suas capacidades lúdicas. Em 1965 realiza junto a Rubén Santatonín La Menesunda, também no Instituto Torcuato Di Tella: uma ambientação de 16 zonas a ser ativada pelo espectador. Em 1966 ganha a bolsa Guggenheim e muda-se a Nova Iorque, onde entra em contato com a vanguarda norte-americana. Realiza na galeria Bianchini uma re-edição do happening El Batacazo, apresentado no Instituto Di Tella um ano antes. Sua obra se volta aos meios de comunicação de massa; organiza Simultaneidad en Simultaneidad (1966), ambientação criada para o projeto Three Countries Happening que planeja junto a Allan Kaprow e Wolf Vostell, para ser realizado simultaneamente em Buenos Aires, Berlín e Nova Iorque. Durante os anos 70, divide seu tempo entre os Estados Unidos e a Argentina. Em Nova Iorque realiza uma série de happenings entre eles, Kidnappening de 1973, no MoMA, entre outros. Em 1975 apresenta em Buenos Aires La Academia del Fracaso no CAyC (Centro de Arte y Comunicación). Ao final dos anos 70 começa seus projetos de obras de participação massiva como El Obelisco de Pan Dulce (1978), La Torre de James Joyce de Pan (1980), realizada em Dublin em ocasião da ROSC International Art Quadriennial, e El Partenón de Libros (1983), uma réplica do Partenon de Atenas em tamanho natural em plena Avenida 9 de Julio de Buenos Aires, recoberta com livros proibidos durante a ditadura militar, que foi inaugurado e entregue ao público durante o primeiro Natal em democracia. Nos últimos anos, sua obra foi incluída em importantes exposições e eventos como: Festival de Arte Subversivo, Stuttgart, Alemanha (2009); Artist's talk, 28ª Bienal Internacional de São Paulo, São Paulo (2008); Arte No Es Vida: Actions by Artists of the Americas, 1960-2000, El Museo del Barrio, Nova Iorque (2008); Wack! Art and the Feminist Revolution, The Museum of Contemporary Art, Los Angeles, itinerante em P.S. 1 Contemporary Art Center, Nova Iorque (2008), Urgente! 41º Salón Nacional de Artistas de Colombia, Cali (2008); Beginning with a Bang! From Confrontation to Intimacy, Americas Society, Nova Iorque (2007); Out of Actions. Between Performance and the Object, 1949-1979, The Museum of Contemporary Art, Los Angeles (1998); entre muitas outras. Entre seus últimos projetos realizou La pieza del amor na Galerie Lara Vincy, Paris (2008), Rayuelarte na avenida 9 de Julio de Buenos Aires (2009) e re-edições de Soft Gallery (Galería Blanda) realizada pela primeira vez em colaboração com Richard Squires na Galeria Harold Rivkin, Washington D.C. (1973) e logo apresentada na mostra Vivencias, Generali Foundation de Viena, Austria (2000) e no The Museum of Contemporary Art, Los Angeles (2007).

 

Marta Minujín nació en Buenos Aires, en 1941;  donde vive y trabaja. Estudió en la Escuela de Bellas Artes de Buenos Aires. Abandonó rápidamente la educación formal y en 1961 se instala en París después de ganar una beca de estudios; allí se vincula a artistas informalistas y del Nouveau Réalisme. Comienza a realizar sus estructuras cubiertas de colchones, realizadas con desechos hospitalarios. En 1963 realiza La Destrucción, una acción en el Impasse Ronsin, un terreno baldío donde planificó la destrucción de sus obras como final de su exposición. Al regresar a Buenos Aires, gana el Premio Nacional del Instituto Torcuato Di Tella en 1964 con Revuélquese y Viva (1964), una construcción habitable cubierta de colchones de todos los colores que invitaba al público a ampliar sus capacidades lúdicas. En 1965 realiza junto con Rubén Santatonín La Menesunda, también en el Instituto Torcuato Di Tella: una ambientación de 16 zonas que era activada por el espectador. En 1966 gana la beca Guggenheim y se va a vivir a Nueva York, donde entra en contacto con la vanguardia estadounidense. Realiza en la galería Bianchini una reedición del happening El Batacazo, presentado en el Instituto Di Tella un año antes. Su obra se vuelca hacia los medios de comunicación de masa; organiza Simultaneidad en Simultaneidad (1966), ambientación creada para el proyecto Three Countries Happening que planifica junto con Allan Kaprow y Wolf Vostell, para ser realizado simultáneamente en Buenos Aires, Berlín y Nueva York. Durante los años de 1970, divide su tiempo entre los Estados Unidos y Argentina. En Nueva York realiza una serie de happenings entre ellos, Kidnappening de 1973, en el MoMA, entre otros. En 1975 presenta en Buenos Aires La Academia del Fracaso en el CAyC (Centro de Arte y Comunicación). Al final de los años de 1970  comienza sus proyectos de obras de participación masiva como El Obelisco de Pan Dulce (1978), La Torre de James Joyce de Pan (1980), realizada en Dublín en ocasión de la ROSC International Art Quadriennial, y El Partenón de Libros (1983), una réplica del Partenón de Atenas en tamaño natural en plena Avenida 9 de Julio de Buenos Aires, recubierta con libros prohibidos durante la dictadura militar, que fue inaugurado y entregado al público durante la primera Navidad en democracia. En los últimos años, su obra fue incluida en importantes exposiciones y eventos como: Festival de Arte Subversiva, Stuttgart, Alemania (2009); Artist's talk, 28ª Bienal Internacional de São Paulo, San Pablo (2008); Arte No Es Vida: Actions by Artists of the Americas, 1960-2000, El Museo del Barrio, Nueva York (2008); Wack! Art and the Feminist Revolution, The Museum of Contemporary Art, Los Ángeles, itinerante en P.S. 1 Contemporary Art Center, Nueva York (2008), Urgente! 41º Salón Nacional de Artistas de Colombia, Cali (2008); Beginning with a Bang! From Confrontation to Intimacy, Americas Society, Nueva York (2007); Out of Actions. Between Performance and the Object, 1949-1979, The Museum of Contemporary Art, Los Ángeles (1998); entre muchas más.  Entre sus últimos proyectos realizó La pieza del amor en la Galerie Lara Vincy, París (2008), Rayuelarte en la avenida 9 de Julio de Buenos Aires (2009) y reediciones de Soft Gallery (Galería Blanda) realizada por primera vez en colaboración con Richard Squires en la Galería Harold Rivkin, Washington D.C. (1973) y luego presentada en la muestra Vivencias, Generali Foundation de Viena, Austria (2000) y en The Museum of Contemporary Art, Los Ángeles (2007).

 

Marta Minujín was born in Buenos Aires in 1941 where she currently lives and works. She studied at the Escuela de Bellas Artes de Buenos Aires. However, she abandoned her formal education early and in 1961 moved to Paris after receiving a study scholarship, where she encountered artists associated with the Nouveau Réalisme movement. She began to make sculptures covered in mattresses, using material discarded from hospitals. In 1963, she carried out La Destrucción (Destruction), an action at Impasse Ronsin, a vacant lot where she planned the destruction of her work as the end of an exhibition. Upon her return to Buenos Aires, she won the Premio Nacional del Instituto Torcuato Di Tella in 1964 for her Revuélquese y Viva (1964), an inhabitable structure covered with multicolored mattresses which invited the public to explore their own capacity to play. In 1965, with Rubén Santatonín she realized La Menesunda, also at the Instituto Torcuato Di Tella, with an installation incoporating sixteen different sections, each to be activated by the spectator. In 1966, she received a Guggenheim Fellowship and moved to New York, where she made contact with members of the North American avant-garde. She organized a re-edition of the happening El Batacazo, at Bianchini Gallery, New York, which had first been presented at the Instituto Di Tella a year earlier. Her work worked on the mass media channels and in 1966, she organized Simultaneidad en Simultaneidad, a space for the project Three Countries Happening, planned with Allan Kaprow and Wolf Vostell, to be carried out simultaneously in Buenos Aires, Berlin and New York. During the 1970s she lived in both the United States and Argentina. In New York, she organized a series of happenings, including Kidnappening, MoMA (1973). In 1975 she presented La Academia del Fracaso at the Centro de Arte y Comunicación (CAyC) in Buenos Aires. At the end of the 1970s, she began working on mass participation pieces like El Obelisco de Pan Dulce (1978), La Torre de James Joyce de Pan (1980), shown in Dublin during the ROSC International Art Quadriennial, and El Partenón de Libros (1983), a full-scale replica of the Parthenon installed in the middle of Avenida 9 de Julio in Buenos Aires, whose structure was covered with books prohibited during the military dictatorship, that which was inaugurated and shared with the public during the first Christmas season under democracy. In recent years, her work has been included in the  Festival de Arte Subversivo, Stuttgart, Germany (2009); Artists Talk, 28ª Bienal Internacional de São Paulo (2008); Arte No Es Vida: Actions by Artists of the Americas, 1960-2000, El Museo del Barrio, New York (2008); Wack! Art and the Feminist Revolution, The Museum of Contemporary Art, Los Angeles, also travelling to P.S. 1 Contemporary Art Center, New York (2008), Urgente! 41º Salón Nacional de Artistas de Colombia, Cali (2008); Beginning with a Bang! From Confrontation to Intimacy, Americas Society, New York (2007); and Out of Actions: Between Performance and the Object, 1949-1979, The Museum of Contemporary Art, Los Angeles (1998), among many others. Her most recent projects include: La pieza del amor at Galerie Lara Vincy, Paris (2008), Rayuelarte on Avenida 9 de Julio, Buenos Aires (2009) and re-editions of Soft Gallery carried out for the first time in collaboration with Richard Squires at Galeria Harold Rivkin, Washington D.C. (1973) and later presented at the exhibition Vivencias, Generali Foundation de Vienna, Austria (2000) and at The Museum of Contemporary Art, Los Angeles (2007).