Mário Peixoto (1908-1992) nascido na Bélgica, estuda no Colégio Santo Antônio Maria Zaccaria de 1917 até 1926 quando interrompe seus estudos para seguir para a Inglaterra, onde permanece durante um ano no Hopedene College, em Sussex. Na volta ao Brasil, é apresentado ao Brutus Pedreira, que o leva para o Teatro de Brinquedo. O desejo de informar-se mais sobre cinema e ver mais filmes faz Mário voltar à Europa em 1929. De volta ao Brasil, em outubro de 1929, continua em contato com a cena artística. Apresenta o cenário de Limite aos diretores Gonzaga e Mauro, mas ambos opinam que o próprio Mário deveria realizar seu filme. Em 1931 estreia Limite, no cinema Capitólio (Rio de Janeiro), mas não consegue distribuição comercial. No mesmo período, inicia a filmagem de Onde A Terra Acaba, uma produção ambiciosa, financiada por Carmen Santos, também atriz principal do filme; mas devido ao rompimento entre ambos, o filme é interrompido, e Limite permanece o único filme realizado. Entre os vários projetos inacabados, encontram-se títulos como Constância (1936) ou Maré baixa, também chamado Mormaço, da mesma época. Em 1938, Peixoto tenta realizar Três contra o mundo. Em 1946, Peixoto, pensa em voltar a filmar Onde a terra acaba em versão falada. O projeto não teve seguimento. Em 1948, Rui Santos e Afonso Campiglia anunciam que vão produzir dois filmes: Sargaço de Mário Peixoto e Muiraquitã de Jonald, o crítico de cinema de A Noite, mas logo vem a notícia de que os dois filmes seriam substituídos por outro: Estrela Da Manhã, com direção de Jonald. O nome de Mário Peixoto desaparece dos noticiários, junto com Sargaço, e em 1952 Mário transforma o cenário do filme em A alma segundo Salustre, também não realizado. Junto com Saulo Pereira de Mello, escreve, em 1964, o cenário de Outuno/O jardim petrificado. Em 1988, é escolhido, em inquérito nacional promovido pela Cinemateca Brasileira, o melhor filme brasileiro de todos os tempos. Em outubro do mesmo ano, Peixoto ganha um prêmio especial do Governo do Estado do Rio de Janeiro e em janeiro de 1989, uma bolsa da Fundação Vitae para concluir os volumes restantes de O inútil de cada um. Mário Peixoto falece em 1992. Em 1995, no ano do centenário do cinema, Limite novamente é considerado o melhor filme brasileiro de todos os tempos em inquérito nacional promovido pela Folha de São Paulo. Em 1996, Walter Salles funda o Arquivo Mário Peixoto. Onde a terra acaba, o título de um dos filmes inacabados de Mário, também é o nome de um premiado documentário realizado por Sérgio Machado em 2002.
Mário Peixoto (1908-1992) nació en Bélgica, estudió en el Colegio Santo Antônio Maria Zaccaria de 1917 a 1926 cuando interrumpió sus estudios para irse a Inglaterra, donde permaneció durante un año en el Hopedene College, en Sussex. Al volver a Brasil, se presenta a Brutus Pedreira, que lo lleva al Teatro de Brinquedo. El deseo de informarse más sobre cine y ver más películas hace que vuelva a Europa en 1929. Al regresar a Brasil, en octubre de 1929, sigue en contacto con la escena artística. Presenta el escenario de Limite a los directores Gonzaga y Mauro, pero ambos opinaron que él mismo debía realizar su película. En 1931 estrena Limite, en el cine Capitólio (Rio de Janeiro), pero no obtiene distribución comercial. En el mismo período, inicia la filmación de Onde A Terra Acaba, una producción ambiciosa, financiada por Carmen Santos, también actriz principal de la película; pero debido a la separación de ambos, se interrumpe la película, y Limite permanece como la única película realizada. Entre los varios proyectos inacabados, hay títulos como Constância (1936) o Maré baixa, también denominado Mormaço, de la misma época. En 1938, Peixoto intenta realizar Três contra o mundo. En 1946, Peixoto, piensa en volver a filmar Onde a terra acaba en versión hablada. El proyecto no tuvo continuidad. En 1948, Rui Santos y Afonso Campiglia anuncian que van a producir dos películas: Sargaço de Mário Peixoto y Muiraquitã de Jonald, el crítico de cine de A Noite, pero luego viene la noticia de que las dos películas serían sustituidas por otra: Estrela Da Manhã, con dirección de Jonald. El nombre de Mário Peixoto desaparece de los noticieros, junto con Sargaço, y en 1952 Mário transforma el escenario de la película en A alma segundo Salustre, que tampoco se realizó. Junto con Saulo Pereira de Mello, escribe, en 1964, el escenario de Outuno/O jardim petrificado. En 1988, fue elegida, en una encuesta nacional promovida por la Cinemateca Brasileña, la mejor película brasileña de todos los tiempos. En octubre del mismo año, Peixoto gana un premio especial del gobierno del estado del Rio de Janeiro y en enero de 1989, una beca de la Fundación Vitae para concluir los volúmenes restantes de O inútil de cada um. Fallece en 1992. En 1995, el año del centenario del cine, Limite nuevamente es considerada la mejor película brasileña de todos los tiempos en una encuesta nacional promovida por el diario Folha de São Paulo. En 1996, Walter Salles funda el Arquivo Mário Peixoto. Onde a terra acaba, el título de una de las películas inacabadas de Mário, también es el nombre de un premiado documental realizado por Sérgio Machado en 2002.
Mário Peixoto (1908-1992) was born in Belgium of Brazilian parents. He studied at Colégio Santo Antônio Maria Zaccaria, Rio de Janeiro, from 1917 to 1926, when he interrupted his education to move to England, where he attended Hopedene College, Sussex for one year. Upon his return to Brazil, he was introduced to Brutus Pedreira, who brought him to the Teatro de Brinquedo. The desire to learn more about film and see more films led Peixoto back to Europe in 1929 and when he returned to Brazil, in October 1929, he maintianed contact with the European art scene. He presented a film script, entitld Limite, to directors Luis Gonzaga and Humberto Mauro, but both suggested that Peixoto should direct the film himself. In 1931, the film Limite debued at the Capitólio Theater in Rio de Janeiro, but did not achieve commercial distribution. At the same time, he began filming Onde A Terra Acaba, an ambitious project financed by Carmen Santos, who was also the film's leading actress; but due to a falling out between the two, the film was abandoned and Limite would remain his only complete film. Among his other incomplete projects are titles like Constância (1936) or Maré Baixa, also known as Mormaço, from the same period. In 1938, Peixoto attempted to realize Três Contra o Mundo. In 1946, Peixoto planned to resume filming Onde A Terra Acaba as a sound film but the project was also abandoned. In 1948, Rui Santos and Afonso Campiglia announced that they would produce two films: Sargaço by Mário Peixoto and Muiraquitã by Muiraquitã de Jonald, film critic for A Noite newspaper, but it soon became known that the two films would be substituted for another: Estrela Da Manhã, directed by Jonald himself. Mário Peixoto disappeared from the news, along with Sargaço, and in 1952 Peixoto reworked the script into a new film titled A Alma Segundo Salustre, but which also remained incomplete. In 1964, together with Saulo Pereira de Mello he wrote the script for Outuno/O Jardim Petrificado. In 1988 the film was chosen by a national inquiry of the Cinemateca Brasileira as the best Brazilian film of all time. In October of the same year, Peixoto won a special award from the state government of Rio de Janeiro and in January 1989, a scholarship from the Fundação Vitae to complete the remaining volumes of O Inútil de Cada Um. Mário Peixoto died in 1992. In 1995, the year of the centenary of film, Limite was once again considered the best Brazilian film of all times by a national poll organized by the newspaper Folha de São Paulo. In 1996 Walter Salles founded the Arquivo Mário Peixoto. In 2002 Onde a Terra Acaba, one of Peixoto´s unfinished films, became the name of an award-winning documentary by Sérgio Machado.