Flávio de Carvalho (Amparo da Barra Mansa RJ 1899 - Valinhos SP 1973). Desenvolveu atividades em várias áreas artísticas e intelectuais, freqüentemente de forma provocativa. Após alguns anos vivendo em Paris, estuda filosofia no Stonyhurst College e engenharia no Amstrong College da University of Durham. Em 1922 regressa ao Brasil. Começa a trabalhar como calculista de grandes estruturas arquitetônicas. Também trabalha desde 1926 como ilustrador no Diario da Noite de São Paulo, onde conhece Di Cavalcanti. Abre seu próprio estúdio de arquitetura. Apresenta seu polêmico prometo Eficácia para o concurso do Palácio do Governo de São Paulo (1927). Em 1928, participa do concurso internacional para a construção do Farol de Colombo, República de Santo Domingo, onde recebe uma menção de honra. No ano seguinte, conhece Le Corbusier. Estreita vínculos com o grupo antropofágico, e como seu "delegado" participa em 1930 do IV Congresso Panamericano de Arquitetos, Rio de Janeiro. Em 1931 realiza uma experiência "psicológica" no centro de São Paulo, participando de uma procissão de Corpus Cristi com um boné na cabeça, causando uma enorme rejeição entre os fiéis. Também participa da XXXVIII Exposição Geral de Belas Artes no Rio de Janeiro. Funda o Clube dos Artistas Modernos (1933), com Di Cavalcanti, Prado e Gomide. O grupo funciona também como um laboratório de experiências cênicas. Cria o Teatro de Experiência e monta a obra de Oswald de Andrade O homen e o cavalo. Após, realiza a peça O bailando do deus morto (1933), espetáculo de teatro-dança de sua autoria com estética inovadora, para o qual cria cenografia e figurino, o qual é fechado pela polícia por atentar contra os bons costumes. Realiza sua primeira exposição individual no edificio Alves Lima (1934), de Itapetininga, também fechada pela política por causar escândalo entre o público. Viaja por seis meses a Europa e conhece grandes personalidades artísticas da época, entre elas André Breton, Pablo Picasso, e Salvador Dalí, entre outros. Ao regressar, participa da fundação do novo grupo modernista, com Oswald de Andrade, Paulo Emilio Sallers Gomes, Décio de Almeida Prado, Afranio Zuccolotto e Vera Vicente de Azevedo (1935). Realiza a decoração do Carnaval oficial de São Paulo (1936). La Royal Academy of Arts de Londres inclue sua obra na exposição Exhibition of Modern Brazilian Paintings (1944). Expõe individualmente em 1948 no Museu de Arte de São Paulo. Participa da XXV Biennale di Venezia (1950) e realiza a cenografia para o Grupo Experimental de Ballet. Também participa da II e III edição da Bienal Internacional de São Paulo (1953 e 1955). Em 1956 inicia a publicação de uma série de artigos entitulados A moda e o Novo Homen, no periódico Diário de S. Paulo. Desenha cenografias, vestuário e maquiagem para o Ballet Yanka Rudska, Lia de Carvalho e Anita Landerset no Teatro de Cultura Artística em São Paulo. Jutamente com Assis Chateaubriand realiza a controversa caminhada pelo centro de São Paulo, exibindo seu traje tropical, por ele desenvolvido e que consiste de saia e blusa de mangas curtas e folgadas. Viaja aos EUA em 1957 e recebe a Medalha de ouro na I Bienal de Artes Plásticas do Teatro. Participa de uma expedição ao Amazonas organizada pelo Serviço de Proteção ao Índio com o projeto de realizar um filme (1958). Em poucos anos, recebe a medalha de ouro "Teatro Nacional de Comédia" concedida pelo Serviço Nacional de Teatro durante a IV Bienal de Teatro (1963) e a medalha de ouro do XIV Salão Paulista de Arte Moderna (1965). Projeta cenários para o ballet Tempo (Grupo Móbile) do Teatro Ruth Escobar, em São Paulo (1965). Sua obra foi incluída na exibição A Semana de 22: antecedentes e conseqüências, MASP, São Paulo (1972), entre muitas outras.
Flávio de Carvalho (Amparo da Barra Mansa RJ 1899 - Valinhos SP 1973). Desarrolló actividades en varias áreas artísticas e intelectuales, frecuentemente de forma provocativa. Después de algunos años viviendo en París, estudia filosofía en el Stonyhurst College e ingeniería en el Amstrong College de la University of Durham. En 1922 regresa a Brasil y comienza a trabajar como calculista de grandes estructuras arquitectónicas. En 1926 el Diario da Noite de San Pablo lo contrata como ilustrador; allí conoce a Di Cavalcanti.Posteriormente crea su propio estudio de arquitectura. Presenta su polémico proyecto Eficácia para el concurso del Palacio de Gobierno de San Pablo (1927). En 1928, participa del concurso internacional para la construcción del Faro de Colombo, República de Santo Domingo, donde recibe una mención de honra. Al año siguiente, conoce a Le Corbusier y estrecha vínculos con el grupo antropofágico. Como delegado del grupo participa en 1930 del IV Congreso Panamericano de Arquitectos, Rio de Janeiro. En 1931 realiza una experiencia "psicológica" en el centro de San Pablo, participando de una procesión de Corpus Cristi con una gorra en la cabeza, causando un enorme rechazo entre los fieles. También participa de la XXXVIII Exposición General de Bellas Artes en Rio de Janeiro. Funda el Club de los Artistas Modernos (1933), con Di Cavalcanti, Prado y Gomide, agrupación que funciona también como un laboratorio de experiencias escénicas. Crea el Teatro de Experiencia y dirige la puesta de la obra de Oswald de Andrade O homen e o cavalo. Luego, realiza la obra O bailando do deus morto (1933), espectáculo de teatro/danza de su autoría, para el cual crea escenografía y figurín. El espectáculo es clausurado por la policía por atentar contra las buenas costumbres. Realiza su primera exposición individual en el edificio Alves Lima (1934), de Itapetininga, también cerrada por la política por causar escándalo entre el público. Viaja por seis meses a Europa y conoce a André Breton, Pablo Picasso y Salvador Dalí, entre otros. Al regresar, participa de la fundación del nuevo grupo modernista, con Oswald de Andrade, Paulo Emilio Sallers Gomes, Décio de Almeida Prado, Afranio Zuccolotto y Vera Vicente de Azevedo (1935). Realiza la decoración del Carnaval oficial de San Pablo (1936). La Royal Academy of Arts de Londres incluye su obra en la exposición Exhibition of Modern Brazilian Paintings (1944). Expone individualmente en 1948 en el Museu de Arte de São Paulo. Participa de la XXV Biennale Internazionale di Venezia (1950) y realiza la escenografía para el Grupo Experimental de Ballet. También participa de la II y de la III edición de la Bienal Internacional de São Paulo (1953 y 1955). En 1956 inicia la publicación de una serie de artículos titulados A moda e o Novo Homen, en el periódico Diário de S. Paulo. Dibuja escenografías, vestuario y maquillaje para el Ballet Yanka Rudska, Lia de Carvalho y Anita Landerset en el Teatro de Cultura Artística en San Pablo. Junto con Assis Chateaubriand realiza la controvertida caminata por el centro de San Pablo, exhibiendo su traje tropical diseñado por él, consistente en falda y blusa con mangas cortas y holgadas. En 1957 viaja a los EE.UU y recibe la Medalla de oro en la I Bienal de Artes Plásticas del Teatro. Participa de una expedición al Amazonas organizada por el Servicio de Protección al Indígena con el proyecto de realizar una película (1958). En pocos años, recibe la medalla de oro "Teatro Nacional de Comedia" concedida por el Servicio Nacional de Teatro durante la IV Bienal de Teatro (1963) y la medalla de oro del XIV Salón Paulista de Arte Moderna (1965). Proyecta escenarios para el ballet Tempo (Grupo Móbile) del Teatro Ruth Escobar, en San Pablo (1965). Su obra fue incluida en la exhibición A Semana de 22: antecedentes e conseqüências, MASP, San Pablo (1972), entre muchas más.
Flávio de Carvalho was born in Amparo da Barra Mansa, Rio de Janeiro in 1899 and died in Valinhos São Paulo in 1973. During his life he developed activities within several artistic and intellectual fields, frequently working in ways which were innovative and provocative. After living in Paris for a few years, he studied philosophy at Stonyhurst College (UK) and engineering at Armstrong College at the University of Durham (UK) before returning to Brazil in 1922 where he began working as a surveying engineer on large architectural structures. He also worked as an illustrator for the São Paulo based Diario da Noite from 1926, where he met Emiliano Di Cavalcanti. He then opened his own architectural studio and in 1927 he presented his controversial project Eficácia for the São Paulo State Government House competition. In 1928 he participated in the international competition for the construction of the Farol de Colombo (Colombo Lighthouse), in the República de Santo Domingo, for which he received an honorable mention. The following year he met the Swiss-French architect Le Corbusier as well as establishing a closer relationship with Grupo Antropofágic, and, as its "delegate", participated in the IV Congresso Panamericano de Arquitetos, Rio de Janeiro (1930). In 1931 he carried out a "psychological" experiment in the center of São Paulo, participating in a Corpus Cristi procession with a particular hat on his head which caused widespread rejection amongst the faithful. He also participated in the XXXVIII Exposição Geral de Belas Artes in Rio de Janeiro. He founded the Clube dos Artistas Modernos (1933), along with Di Cavalcanti, Carlos Prado and Antonio Gomide. The group also worked as a laboratory of experimental set design. He created the Teatro de Experiência and the stage set for the play by Oswald de Andrade, O homen e o cavalo. Later, he wrote and produced the work O bailando do deus morto (1933), a theater-dance show with innovative aesthetics, for which he also designed the set and costumes, but which was subsequently closed by the police for offending public opinion. He held his first solo exhibition in the Alves Lima building (1934), in Itapetininga, also closed by the police for creating a public scandal. He then traveled to Europe for six months where he met important artistic figures of the time, among them André Breton, Pablo Picasso, and Salvador Dalí. On his return, he took part in the foundation of a new modernist group, with Oswald de Andrade, Paulo Emilio Sallers Gomes, Décio de Almeida Prado, Afranio Zuccolotto and Vera Vicente de Azevedo (1935). He produced the decoration for the official Carnaval of São Paulo (1936). The Royal Academy of Arts in London included his work in the show Exhibition of Modern Brazilian Paintings (1944). In 1948 he had a solo exhibition at the Museu de Arte de São Paulo. He took part in the XXV Biennale Internazionale di Venezia (1950) and produced the scenography for the Grupo Experimental de Ballet. He also participated in the 1st and 2nd editions of the Bienal Internacional de São Paulo (1953 and 1955). In 1956 he began publishing a series of articles entitled A moda e o Novo Homen, in the newspaper Diário de S. Paulo. He designed the set, costumes and makeup for the Ballet Yanka Rudska, Lia de Carvalho and Anita Landerset at the Teatro de Cultura Artística in São Paulo. Together with Assis Chateaubriand he made a walk through the center of São Paulo exhibiting his specially devised masculine tropical outfit, which consisted of a skirt and loose short-sleeved blouse, and which caused much controversy. In 1975, he traveled to the USA and received the Gold Medal at the I Bienal de Artes Plásticas do Teatro. He participated in an expedition to the Amazon organized by the Serviço de Proteção ao Índio (Native Indian Protection Service) in order to make a film (1958). A few years later, he received the gold medal Teatro Nacional de Comédia granted by the Serviço Nacional de Teatro during the IV Bienal de Teatro (1963) and the gold medal from the XIV Salão Paulista de Arte Moderna (1965). He designed sets for the ballet Tempo (by Grupo Móbile) from the Teatro Ruth Escobar, in São Paulo (1965). His work was also included in the exhibition Semana de 22: antecedentes e conseqüências, MASP, São Paulo (1972), among many others.