2002
Vista de la video instalación en la exposición Ficções do Invisível en el Armazém 4 de Cais do Porto
Colección de la artista, Estados Unidos
Fotografía: Del Re/ Stein
2002
Vista de la video instalación en la exposición Ficções do Invisível en el Armazém 4 de Cais do Porto
Colección del artista, Estados Unidos
Fotografía: Del Re/ Stein
1931
Film
Vista de la exposición
Foto: Del Re/Stein
1931
Film
Vista de la exposición
Foto: Del Re/Stein
2008
Film
Cortesia do artista
2009
Obra na 7° Bienal
Foto: De Re/Stein
2009
Obra na 7° Bienal
Foto: De Re/Stein
2004
Performance
Fotografia: Gil Grossi
2004
Performance
Fotografia: Gil Grossi
2009
Desfile
Obra da 7ª Bienal do Mercosul
Fotografia: Eduardo Seidl
2009
Desfile
Obra da 7ª Bienal do Mercosul
Fotografia: Eduardo Seidl
En la exposición Ficções do Invisível, el audio Currículum laboral de Ana Gallardo relata, con tono monocorde y solemne, todos los trabajos ajenos al arte que la artista ha debido realizar para financiar su vida y su práctica artística. El exceso de trabajos permite escuchar, entre líneas, un discurso mudo, pero no por eso menos elocuente: una fuerte crítica sobre la condición de la mujer en el arte argentino, y sobre la falta de apoyo institucional y político a las artes.
A bailarina brasileira Isabel Torres se apresentou no fim de semana de abertura da Bienal, em uma performance concebida pelo coreógrafo francês Jérôme Bel. Ela sobe ao palco para contar de uma forma muito pessoal seu trabalho como integrante do corpo de baile do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. A reportagem é de Emanuela Pegoraro.
Vista de la obra en la exposición Ficções do Invisível, en la 7ª Bienal
Foto: Del Re/ Stein
Vista de la obra en la exposición Ficções do Invisível, en la 7ª Bienal
Foto: Del Re/ Stein
Vista de la obra en la exposición Ficções do Invisível, en la 7ª Bienal
Foto: Del Re/ Stein
Vista da exposição Ficções do Invisível
Foto: Del Re/ Stein
2009 Composição espacial para organizar uma semana Obra na 7a Bienal
Fotografia: Del Re/Stein
2009
Composição espacial para organizar uma semana
Obra na 7a Bienal
Foto: Del Re/ Stein
2009
Composição espacial para organizar uma semana
Obra na 7a Bienal
Foto: Del Re/ Stein
2009
Vídeo-instalação
9'
25"
Coleção do artista, Argentina
Ryan Gander recorre ao humor quando desenvolve narrativas visuais que incorporam ficção, informações cotidianas, pistas e, inclusive, mentiras. Sua nova escultura Maquette for Culturefield (2009) e o filme As It Presents Itself, Somewhere Vague (2008), apresentados nesta Bienal, trazem propostas ficcionais cujos sujeitos são os elementos próprios do sistema da arte. A escultura toma a forma de um organismo que conjuga cerca de vinte estruturas da história da arte, do desenho e da arquitetura - uma parte da torre Eiffel, as cadeiras Eames, as bicicletas dobráveis Landrover, entre outras - e, como um monstro abstrato, invade o espaço pulcro da arte (representado aqui pela estante, o pedestal e a plataforma branca). De fato, Culturefield é o lugar imaginado pelo artista como um paraíso intelectual em que convivem as melhores ideias, referências e estéticas; e sua maquete atuaria como um mapa mental do imaginário do artista no momento mesmo do processo de construção da obra.
Alinhada com a ideia de exposição da intimidade, Anna Maria Maiolino, em seu filme Um momento, por favor, exibe a visualidade microscópica das marcas do passar do tempo em seu belo rosto envelhecido, enquanto cantarola uma melodia. Longe de uma postura feminista estereotipada, Maiolino expõe-se vulnerável. Não sem certa dose de humor, Maiolino permite-se compartilhar um momento íntimo - o olhar próximo diante do espelho - com o espectador.
Obra de Jérôme Bel
Visita de professores à mostra Ficções do Invisível
Fotografia: Flávia de Quadros
2009
Isabel Torres, de Jerôme Bel, no Theatro São Pedro, Porto Alegre, no dia 17 de outubro de 2009.
Performance na 7ª Bienal do Mercosul.
Fotografia: Cristiano Sant'Anna
2009
Isabel Torres, de Jerôme Bel, no Theatro São Pedro, Porto Alegre, no dia 17 de outubro de 2009.
Performance na 7ª Bienal do Mercosul.
Fotógrafo: Cristiano Sant'Anna
2009
Performance no Theatro Sao Pedro
Fotógrafo: Cristiano Sant´Anna
2006
Videoinstalação
Coleção do artista, Colômbia
Obra na 7a Bienal
2006
Videoinstalação
Coleção do artista, Colômbia
1999-2004
4'30"
Filme H8, transcrito em vídeo digital
Música: Roberto Murolo, em Napule Canta
Coleção do artista, SP
1999-2004
4'30"
Filme H8, transcrito em vídeo digital
Música: Roberto Murolo, em Napule Canta
Coleção do artista, SP
2008
Videoinstalação
6'44"
Coleção da artista, Buenos Aires
2008
Videoinstalação
6'44"
Coleção da artista, Buenos Aires
Para download do texto curatorial original em espanhol, clique aqui
Ficções do Invisível
A exposição reúne artistas que colocam em cena sua própria relação com o processo artístico e, ao se exporem, expõem cruamente aqueles aspectos da produção artística que habitualmente ficam apagados ou sublimados na obra terminada: o questionamento interno, a estrutura dos processos, a economia de meios, o rompimento da função, a relação entre obra e vida privada, as vicissitudes a que o artista deve se submeter enquanto sujeito social atravessado por determinações de idade, gênero, raça, religião, tradições, linguagens...
Muitas vezes isto compreende um despojamento da linguagem artística e um desvelamento de suas estratégias retóricas. O artista desenvolve uma linguagem não mais pura, se não simplesmente mais direta e mais pobre (citando o escritor irlandês Samuel Becktett, "Me pus a escrever em francês com o desejo de me empobrecer ainda mais. Esse foi o verdadeiro motivo") renunciando ao capital técnico e simbólico que a tradição acumulou em seu aparente benefício. Empenha-se em desaprender o aprendido, em regressar a essa obscuridade que foi seu ponto de partida e meio inicial.
Os artistas incluídos nesta exposição dão conta deste processo partindo de um extremo ascetismo, da confrontação direta e da exposição brutal da condição social do artista. Se a arte é uma representação, estes artistas colocam em cena o que está por trás da cena. Se a arte é uma máquina, arrancam a couraça e nos mostram as suas engrenagens. Se é um corpo, expõem os músculos e os órgãos.
Fictions of Invisibility
This exhibition brings together artists who stage their relationship to the artistic process, thereby crudely exposing themselves, as well as all the aspects of artistic production that are usually erased or sublimated in the finished work of art: that is, the process's tools and structures, its economy of means, as well as the artist´s own inner search, the relationship between the work of art and private life, and the vicissitudes to which an artist, as a social agent, is subject. This often entails baring artistic language and exposing its rhetorical strategies. In relinquishing the technical and symbolic capital that tradition has accumulated apparently for their benefit, these artists develop a language not purer but poorer (in the words of Beckett, Je me remis à écrire - en français - avec le desir de m´appauvir encore davantage. C´était le vrai mobile). They strive to unlearn what they have learned, to return to the darkness from which they came and in which they first worked, a darkness that artistic practice tends to forget and deny in the process of creating a finished work of art.
The artists in this exhibition reveal these processes by means of extreme asceticism, direct confrontation, and the frank exhibition of their artistic experiences. The exhibition foregrounds the backstage of artistic experience and the mechanisms of scenic construction through which the artists make their experiences visible.