espaço impossível

  • Sobre a obra na 7ª Bienal
    Da ordem científica é a ficção que propõe Walmor Corrêa nos seus desenhos aparentemente naturalistas, resultantes de sua projeção imaginária. Corrêa apela tanto à estética da ilustração naturalista, própria das ilustrações de pintores viajantes dos séculos XVII a XIX, como à da ilustração de manuais científicos de biologia, anatomia e medicina, para revelar um outro mundo, completamente ficcional, articulado a partir de seres impossíveis ou improváveis. Para a Bienal, os 25 livros do artista apresentam desenhos dos mamíferos e seres exóticos descritos por Hermanm vom Ihering, naturalista alemão que chegou ao Rio Grande do Sul em 1880 para depois criar, em 1892, o Museu Paulista e contribuir com o Museo de Ciencias Naturales de La Plata, Argentina.
  • Sobre Severa Vigilância
    O filme Severa Vigilância (2008) do artista colombiano François Bucher propõe uma representação que deixa em dúvida as próprias convenções do teatro, enquanto questiona as diferenças entre documento e ficção, entre realidade e representação. Homônima da obra escrita pelo polêmico dramaturgo francês Jean Genet (1910-1986), a obra de Bucher se refere a um acontecimento na Universidade de Antioquia, em Medellín, Colômbia, em 1999. Segundo Bucher:  \"O vídeo incorpora vários níveis de violência: desde a que é, a que não é, a que poderia ter sido. Também assinala a indecisão entre a violência e a representação da violência, as quais permanecerão sempre suspensas dentro de uma ficção (e seu duplo).\" 
  • Touch
    Em seu vídeo Touch (2002), Janine Antoni propõe uma reflexão sobre a ideia do limite e sobre o equilíbrio entre situações paradoxais, quando caminha ao mesmo tempo sobre a corda bamba e sobre a linha do horizonte (de uma paisagem de sua Bahamas natal). Sobre a possibilidade de transitar nesse espaço impossível, entre real e ficcional, estabelece: \"Queria caminhar sobre a linha de minha visão, ou sobre a beira de minha imaginação. [...] Por fora, a natureza desenvolve-se, inconsciente de minha luta.\"
  • Sobre a obra na 7a Bienal
    Gabriel Sierra subverte toda ordem modular. Questiona as fronteiras ent o interior e o exterior, os limites entre os espaços, e propõe dar-lhes volta construindo alternativas às funções que os espaços supõem. Através de projetos que envolvem elementos da linguagem arquitetônica, Sierra questiona as estruturas invisíveis que regem nossa vida cotidiana: o ordenamento do tempo, em meses, semanas e dias, e o ordenamento do espaço em construções com funções determinadas. O que acontece quando se rompe a ordem do tempo e do espaço? O que acontece quando deixamos descobertas aquelas determinações que regem nossa experiência cotidiana? Como se transformam os comportamentos a partir do deslocamento dos limites do mundo funcional moderno? Como poderia ser um espaço não predeterminado, mas resultante de um vocabulário que se constrói no fazer?