despojamento

  • La Mer
    La Mer

    2009

    Instalação

    Obra na 7ª Bienal

    Foto: Laura Lima

    Absurdo / Cabelo / desaprender o aprendido / desmistificação / enciclopédia paradoxal / fantasia / ficção
  • Parasitos urbanos
    Parasitos urbanos

    Instalação na 7ª Bienal do Mercosul

    Foto: Del Re/Stein

    abstração política / Absurdo / acúmulo / artista como ator social / ciência / economia de meios / enciclopédia paradoxal / ficção / Gilberto Esparza / humor / invenção / simplicidade
  • Currículum laboral

    En la exposición Ficções do Invisível, el audio Currículum laboral de Ana Gallardo relata, con tono monocorde y solemne, todos los trabajos ajenos al arte que la artista ha debido realizar para financiar su vida y su práctica artística. El exceso de trabajos permite escuchar, entre líneas, un discurso mudo, pero no por eso menos elocuente: una fuerte crítica sobre la condición de la mujer en el arte argentino, y sobre la falta de apoyo institucional y político a las artes.

     

  • Véronique Doisneau
    Véronique Doisneau

    Vista de la obra en la exposición Ficções do Invisível, en la 7ª Bienal

    Foto: Del Re/ Stein

     

    austeridade / Ficções do Invisível / fragilidade / intimidade / invisibilidade / Jérôme Bel / linguagem / por em cena / subversão de estereótipos e convenções / teatro
  • Composição espacial para organizar uma semana
    Composição espacial para organizar uma semana

    2009

    Composição espacial para organizar uma semana

    Obra na 7a Bienal

    Foto: Del Re/ Stein

    austeridade / ficção / Ficções do Invisível / Gabriel Sierra / subversão de categorias de espaço e tempo
  • Composição espacial para organizar uma semana
    Composição espacial para organizar uma semana

    2009

    Composição espacial para organizar uma semana

    Obra na 7a Bienal

    Foto: Del Re/ Stein

    austeridade / construção / ficção / Ficções do Invisível / Gabriel Sierra / linguagem / subversão de categorias de espaço e tempo
  • Sem título
    Sem título

    1980

    Nanquim sobre papel japonês

    71,5 x 87,5 cm

    Coleção particular, França

    Gentilmente cedido pela Galeria Jorge Mara-La Ruche, Buenos Aires

    Desenho das Ideias / escrita / Henri Michaux / imagem / linguagem
  • Musica para Folha de Papel
    Musica para Folha de Papel

    Performance presentada en 1973 en la Bienal de Paris.

    austeridade / desaprender o aprendido / Desenho das Ideias / economia de meios / encontro / fragilidade / Guilherme Vaz / Radiovisual
  • One11 na mostra Desenho das Ideias

    John Cage escolheu seguir os desígnios do oráculo do I Ching para a composição de várias das suas obras e, nesse sentido, postulou incorporar a vida mesma e seus vaivéns - aceitando seus sons e seus ruídos, mais além de toda notação musical específica - à arte. Longe de todo interesse na mentira (e por extensão, na verdade), Cage abraçava o acaso e, em seu único longa-metragem One11, recorreu ao IC, um programa de computação que executou as 1200 operações de acaso as quais guiaram os movimentos de uma única câmera de luz em um único espaço escuro. O filme enfatiza a importância de uma imagem (que, aqui, é visível, mas em outros trabalhos é mental) que não requer significação, complemento ou artifício, mas que simplesmente é. Por sua vez, no filme, o espaço torna-se indescritível e bem poderia tratar-se de um não-lugar ou um todo-lugar, infinito. 

  • Musicircus na 7ª Bienal

    A 7 ª Bienal do Mercosul convidou artistas de todas as disciplinas para participar da performance Musicircus, criada por John Cage e realizada pela primeira vez em 1967, na Universidade de Illinois. O evento reuniu músicos, artistas sonoros, atores, intérpretes, poetas, artistas plásticos e muitos outros, num evento de pura imagem e som. Musicircus reúne muitos dos principais conceitos de Cage. Sua primeira edição foi realizada com uma seleção de músicos, artistas, compositores, bailarinos e poetas em um grande espaço, onde a audiência tinha a liberdade de circular livremente. Um espaço repleto de luz, projeções de imagem e som, complementado por bebidas e petiscos, como em um circo. A intenção de Cage foi criar uma situação em que tanto a criação artística quanto a experiência do público pudessem ser compartilhadas, sem ditar uma estética única ou superior as demais. Sua principal preocupação foi demonstrar, num contexto real de espetáculo, que tanto a produção quanto a experiência da música devem ser processos colaborativos e inteiramente democráticos, que não podem ser regidos por um ego dominante. O resultado foi um ambiente de improvisação simultânea tanto de intérpretes quanto de público, onde cada indivíduo presente possuía autonomia, dentro de uma composição global de múltiplos estímulos. Por outro lado, Musicircus é também um exemplo de como Cage estimulava a recreação, tendo sido sua esperança que este evento (entre outros) pudesse ser realizado em qualquer tempo ou lugar, sem a sua presença, mas apenas seguindo o princípio básico que ficou estabelecido durante a primeira manifestação; neste caso, em 1967. Desde então, essa performance foi realizada inúmeras vezes -  em San Francisco, Chicago, Melbourne, e Londres, entre outras cidades -  tanto antes como depois da morte de Cage. É em sintonia com estas idéias que a 7ª Bienal do Mercosul realizou Musicircus no Cais do Porto, em Porto Alegre, no dia 17 de Outubro de 2009. A realização deste Musicircus foi  possível graças ao inestimável aconselhamento e orientação de Laura Kuhn, diretora executiva da John Cage Trust, em Nova York. Artistas selecionados ao acaso executaram seus trabalhos em simultâneo com outros artistas, em diferentes locais dentro do armazém A7 do Cais do Porto. Sua localização específica no armazém, assim como o horário de cada apresentação, foi estabelecido seguindo o princípio do I Ching, que Cage utilizou constantemente em sua vida e trabalho.

  • Sobre as performances na 7ª Bienal
    A premissa de que a cena está configurada por corpos e linguagens (ou artifícios) é levada ao extremo pelo coreógrafo baiano Luiz de Abreu. É o caso de O Samba do Crioulo Doido (2004), obra na qual Abreu deixa seu corpo integralmente descoberto, apenas enfeitando-se com longas botas brancas de salto alto, e dança o preconceito social sobre o corpo negro e homossexual no Brasil. Sua dança apropria-se dos estereótipos para, alternadamente, encená-los da forma mais humilhante e denunciá-los da maneira mais virulenta. Em sua nova coreografia Espetáculo - produzida especialmente para a 7ª Bienal do Mercosul e apresentada no Theatro São Pedro - Luiz de Abreu postula um arrepiante paralelo entre a vivência histórica do escravo negro no Brasil e a vivência atual da população negra no Brasil do século XXI. A partir de uma variedade de imagens e documentos, Abreu desenvolve uma obra coreográfica que dá conta da pertinência de sua denúncia.  
  • Breath
    \\\"Tendo em vista o nosso interesse em explorar esse lugar de enunciação, escolhemos como metáfora desta exposição o momento em que Samuel Beckett, prodígio da língua inglesa, decide deixar de lado seu virtuosismo para escrever em francês, língua praticamente desconhecida para ele, e começa a escrever toda a sua literatura nesse idioma estrangeiro. Esse deixar de lado as tradições e convenções que se manifesta em toda a obra de Beckett, encontra sua âncora, nesta exposição, no espetáculo Breath, a obra mais curta do escritor, com 40 segundos de duração, que envolve apenas o pôr em cena, luz e som, sem atores. O que determina, então, a constituição de uma cena? Daniela Thomas¸ reconhecida cenógrafa e cineasta brasileira, que foi convidada a encenar Breath, se refere à importância da \\\"cortina\\\" nessa obra como \\\"uma convenção antiquíssima, [que] determina o início do \\\"espetáculo\\\". É a partir da CURTAIN que o espetáculo de fato começa.\\\" - Victoria Noorthoorn
  • O Samba do Crioulo Doido
    A premissa de que a cena está configurada por corpos e linguagens (ou artifícios) é levada ao extremo pelo coreógrafo baiano Luiz de Abreu. É o caso de O Samba do Crioulo Doido (2004), obra na qual Abreu deixa seu corpo integralmente descoberto, apenas enfeitando-se com longas botas brancas de salto alto, e dança o preconceito social sobre o corpo negro e homossexual no Brasil. Sua dança apropria-se dos estereótipos para, alternadamente, encená-los da forma mais humilhante e denunciá-los da maneira mais virulenta. Em sua nova coreografia Espetáculo - produzida especialmente para a 7ª Bienal do Mercosul e apresentada no Theatro São Pedro - Luiz de Abreu postula um arrepiante paralelo entre a vivência histórica do escravo negro no Brasil e a vivência atual da população negra no Brasil do século XXI. A partir de uma variedade de imagens e documentos, Abreu desenvolve uma obra coreográfica que dá conta da pertinência de sua denúncia.
  • Touch
    Em seu vídeo Touch (2002), Janine Antoni propõe uma reflexão sobre a ideia do limite e sobre o equilíbrio entre situações paradoxais, quando caminha ao mesmo tempo sobre a corda bamba e sobre a linha do horizonte (de uma paisagem de sua Bahamas natal). Sobre a possibilidade de transitar nesse espaço impossível, entre real e ficcional, estabelece: \"Queria caminhar sobre a linha de minha visão, ou sobre a beira de minha imaginação. [...] Por fora, a natureza desenvolve-se, inconsciente de minha luta.\"
  • Un momento, por favor

    Alinhada com a ideia de exposição da intimidade, Anna Maria Maiolino, em seu filme Um momento, por favor, exibe a visualidade microscópica das marcas do passar do tempo em seu belo rosto envelhecido, enquanto cantarola uma melodia. Longe de uma postura feminista estereotipada, Maiolino expõe-se vulnerável. Não sem certa dose de humor, Maiolino permite-se compartilhar um momento íntimo - o olhar próximo diante do espelho - com o espectador.

  • Véronique Doisneau
    A austeridade é explorada em Véronique Doisneau (2004), registro fílmico da coreografia de Jérôme Bel na qual o artista desmitifica a instituição da dança. Bel coloca em cena, sozinha, a Doisneau, bailarina do corpo de baile do Ballet de L´Opéra de Paris, que durante 35 minutos relata ao público a sua experiência dentro da poderosa instituição francesa, expondo seus sucessos, seus fracassos e os detalhes mais áridos e objetivos de seu trabalho, incluindo seu salário. Bel propõe um grau zero da dança, exibindo o processo criativo, despojado, cru, sem ornamentos nem retórica. Põe em cena o que há por trás da cena; exibe e socializa um processo que usualmente se desenvolve apenas no âmbito do ensaio ou do atelier. Na 7ª Bienal, apresentamos nas salas o filme documentário da performance Véronique Doisneau (dirigido por Bel e Pierre Dupouey) e, no Theatro São Pedro, Isabel Torres, obra gêmea criada para o Teatro Municipal do Rio de Janeiro em 2005.
  • Indeterminacy
    Indeterminacy

    2009

    DJ Flu y Laura Kuhn interpretando Indeterminacy, de John Cage, en la 7a Bienal do Mercosul

    Foto: Viva Foto

    construção / Desenho das Ideias / encontro / escuta / Flu / invenção / John Cage / Laura Kuhn / linguagem / Radiovisual / simplicidade
  • Indeterminacy
    Indeterminacy

    2009

    Laura Kuhn interpretando Indeterminacy, de John Cage, en la 7a Bienal do Mercosul.

    Foto: Viva Foto

    construção / Desenho das Ideias / encontro / escuta / invenção / John Cage / Laura Kuhn / linguagem / simplicidade
  • Indeterminacy
    Indeterminacy

    2009

    Laura Kuhn interpretando Indeterminacy, de John Cage, en la 7a Bienal do Mercosul

    Foto: Viva Foto

    encontro / escuta / invenção / John Cage / Laura Kuhn / linguagem / Radiovisual / simplicidade
  • Indeterminacy
    Indeterminacy

    2009

    DJ Flu y Laura Kuhn en la 7a Bienal do Mercosul.

    Foto: Del Re/ Stein

    construção / Desenho das Ideias / encontro / escuta / Flu / invenção / John Cage / Laura Kuhn / linguagem / Radiovisual / simplicidade
  • On Indeterminacy, by John Cage

    \"Late in September of 1958, in a hotel in Stockholm, I set about writing this lecture for delivery a week later at the Brussels Fair. I recalled a remark made years earlier by David Tudor that I should give a talk that was nothing but stories. The idea was appealing, but I had never acted on it, and I decided to do so now. When the talk was given in Brussels, it consisted of only thirty stories, without musical accompaniment. A recital by David Tudor and myself of music for two pianos followed the lecture. The full title was Indeterminacy: New Aspect of Form in Instrumental and Electronic Music. Karlheinz Stockhausen was in the audience. Later, when I was in Milan making the Fontana Mix at the Studio di Fonologia, I received a letter from him asking for a text that could be printed in Die Reihe No. 5. I sent the Brussels talk, and it was published. The following spring, back in America, I delivered the talk again, at Teachers College, Columbia. For this occasion I wrote sixty more stories, and there was a musical accompaniment by David Tudor - material from the Concert for Piano and Orchestra, employing several radios as noise elements. Soon thereafter these ninety stories were brought out as a Folkways recording but for this the noise elements in the Concert were tracks from the Fontana Mix. In oral delivery of this lecture, I tell one story a minute. If it\'s a short one, I have to spread it out; when I come to a long one, I have to speak as rapidly as I can. The continuity of the stories as recorded was not planned. I simply made a list of all the stories I could think of and checked them off as I wrote them. Some that I remembered I was not able to write to my satisfaction, and so they were not used. My intention in putting the stories together in an unplanned way was to suggest that all things - stories, incidental sounds from the environment, and, by extension, beings - are related, and that this complexity is more evident when it is not oversimplified by an idea of relationship in one person\'s mind. Since that recording, I have continued to write down stories as I have found them, so that the number is now far more than ninety. Most concern things that happened that stuck in my mind. Others I read in books and remembered - those, for instance, from Sri Ramakrishna and the literature surrounding Zen. Still others have been told me by friends - Merce Cunningham, Virgil Thomson, Betty Isaacs, and many more. Xenia, who figures in several of them, is Xenia Andreyevna Kashevaroff, to whom I was married for some ten years. Some stories have been omitted since their substance forms part of other writings in this volume. Many of those that remain are to be found below. Others are scattered through the book, playing the function that odd bits of information play at the ends of columns in a small-town newspaper. I suggest that they be read in the manner and in the situations that one reads newspapers - even the metropolitan ones - when he does so purposelessly: that is, jumping here and there and responding at the same time to environmental events and sounds.\" - John Cage, Silence. Lectures and Writings by John Cage

  • Indeterminacy en la 7a Bienal

    Laura Kuhn fue invitada por la Curaduría General de la 7ª Bienal do Mercosul a interpretar Indeterminacy, performance de John Cage, junto a DJ Flu, artista de Rio de Janeiro, quien realizó un set de discos de vinilo de Cage. Durante la performance, que toma la forma de una conferencia, el o la intérprete lee 1 historia por minuto, hasta contar 90 historias escritas por Cage en un total de 90 minutos. La performance se realizó el domingo 18 de octubre en el Almacén A7, Cais do Porto, sede de la 7ª Bienal, en Porto Alegre.

  • Indeterminacy

    \"Since the fall of 1965, I have been using eighteen or nineteen stories (their selection varying from one performance to another) as the irrelevant accompaniment for Merce Cunningham\'s cheerful dance, How to Pass, Kick, Fall, and Run. Sitting downstage to one side at a table with microphone, ashtray, my texts, and a bottle of wine, I tell one story a minute, letting some minutes pass with no stories in them at all. Some critics say that I steal the show. But this is not possible, for stealing is no longer something one does. Many things, wherever one is, whatever one\'s doing, happen at once. They are in the air; they belong to all of us. Life is abundant. People are polyattentive. The dancers prove this: they tell me later backstage which stories they particularly enjoyed.\" - John Cage, A Year from Monday

  • Sobre a obra na 7a Bienal
    Gabriel Sierra subverte toda ordem modular. Questiona as fronteiras ent o interior e o exterior, os limites entre os espaços, e propõe dar-lhes volta construindo alternativas às funções que os espaços supõem. Através de projetos que envolvem elementos da linguagem arquitetônica, Sierra questiona as estruturas invisíveis que regem nossa vida cotidiana: o ordenamento do tempo, em meses, semanas e dias, e o ordenamento do espaço em construções com funções determinadas. O que acontece quando se rompe a ordem do tempo e do espaço? O que acontece quando deixamos descobertas aquelas determinações que regem nossa experiência cotidiana? Como se transformam os comportamentos a partir do deslocamento dos limites do mundo funcional moderno? Como poderia ser um espaço não predeterminado, mas resultante de um vocabulário que se constrói no fazer?