autobiografia

  • Sobre a obra na 7ª Bienal
    Os gestos e mínimos traços de Linda Matalon articulam um diário íntimo que se constrói como um palimpsesto de vivências. São trabalhos que registram a ação mais insignificante sobre um papel previamente tratado com cera. O gesto é controlado, embora acolha, em si mesmo, o acaso próprio do fazer e de seus pequenos acidentes. 
  • Sobre a obra na 7ª Bienal
    Abraham Cruzvillegas indaga a própria constituição de si mesmo em relação a sua família e a sua sociedade. Seu projeto Autoconstrucción toma como metáfora a dinâmica das construções edilícias precárias que crescem de forma orgânica e improvisada, sem orçamento, e que marcaram a experiência de vida e familiar do artista. Em Tratado de Libre Comer (2009), Cruzvillegas recobre completamente de tinta vermelha centenas de documentos que são a evidência de seu fazer, postulando interrogações sobre o processo de cancelamento da imagem - de suas qualidades visuais, de seu significado, de seu poder comunicativo - pois paradoxalmente, como indica o artista, \"como resultado desta somatória de negações, a uma afirmação da identidade individual, uma vontade de apelar à dúvida e ao ceticismo, um questionamento dos significados universais e globais.\"
  • Sobre a obra na 7ª Bienal
    Magdalena Jitrik focaliza os mínimos gestos de humanidade. Seus pequenos desenhos conotam uma espécie de busca autobiográfica que recorre a imagens - citações de suas próprias pinturas que encontram eco nas vanguardas russas de início de século - e à reprodução de textos que, em forma de sublinhado de suas leituras, resgatam as vozes invisíveis ou as vítimas da história - entre elas, vozes de trabalhadores operários sob situações de opressão, e de vítimas ou de testemunhos da Shoah. 
  • Nemebiax
    Fabio Kacero demarca ficções sobre si mesmo através de suas obras. Em 2006 criou Fabio Kacero, autor de Jorge Luis Borges, autor de Pierre Menard, autor do Quixote. Para a Bienal, propõe a ficção de um livro sobre a sua vida do qual resta apenas o Índice, que assim toma a forma de uma autobiografia sem intimidade, uma vez que é impossível reconstruir sua narrativa a partir dos dados ali apresentados. Kacero explora uma distância que permite a articulação de possíveis ficções invisíveis. Como poderiam comunicar-se uma menina e referentes canônicos do conhecimento, como Kant ou Hegel? As crianças leem Kant e interpretam Hegel, mas o seu mundo e o dos filósofos não chegam a tocar-se; ambos os mundos mantêm-se invisíveis um ao outro. A leitura é, portanto, apenas uma aparência, pois carece de significado. Tal questionamento é também próprio de seu projeto de longa data, Nemebiax, iniciado em 2001 - presente, em áudio, na exposição Desenho das Ideias - o qual envolve a invenção de milhares de palavras que ainda não adquiriram nenhum significado.
  • Un momento, por favor

    Alinhada com a ideia de exposição da intimidade, Anna Maria Maiolino, em seu filme Um momento, por favor, exibe a visualidade microscópica das marcas do passar do tempo em seu belo rosto envelhecido, enquanto cantarola uma melodia. Longe de uma postura feminista estereotipada, Maiolino expõe-se vulnerável. Não sem certa dose de humor, Maiolino permite-se compartilhar um momento íntimo - o olhar próximo diante do espelho - com o espectador.

  • Althusser
    Althusser

    2001

    Texto datilografado e nanquin sobre papel

    15,2 x 21,3 cm

    Cortesia do artista

    abstração política / cartas / contexto / denúncia / Desenho das Ideias / Magdalena Jitrik
  • Sin titulo
    Sin titulo

    1995

    Tinta sobre papel

    16,5 x 25,7 cm

    Cortesia da artista

    Desenho das Ideias / Magdalena Jitrik
  • Un momento, por favor
    Un momento, por favor

    1999-2004

    4'30"

    Filme H8, transcrito em vídeo digital

    Música: Roberto Murolo, em Napule Canta

    Coleção do artista, SP

    Anna Maria Maiolino / Ficções do Invisível / fragilidade / intimidade