Árvore Magnética

  • Ressaca tropical

    Ressaca Tropical é uma instalação de fotografias articuladas com páginas de um diário amoroso encontrado no lixo do Recife. As fotografias oferecem vários tempos do mesmo cenário de cidade e advém de 4 acervos, com olhares tanto documentais quanto pessoais. Isoladamente, os componentes de Ressaca são documentos históricos. Porém, juntos, compõem uma grande ficção de cidade; um cenário que confunde o construir com o destruir, uma cidade que possui o mesmo retrato geral sempre, não importa o passar dos anos. Ali, a natureza implode a arquitetura, que se mistura ao lugar do desejo. Neste ficção, Recife é uma cidade latinamericana qualquer, marcada pela pós-utopia de um projeto de modernismo externo à sua lógica, e que o olhar posterior reposiciona a idéia de fracasso ao revelar o abandono como assentamento, e a implosão como resposta, como germinação. - Jonathas de Andrade.

  • Ressaca tropical - esquemas da montagem
    Ressaca tropical - esquemas da montagem
    Jonathas de Andrade
  • O projeto para a mostra Árvore Magnética

    O projeto para as dez reconfigurações de Ressaca Tropical na mostra Árvore Magnética elaborado a convite do artista pelos arquitetos Cristina Gouvêa e Marcus Vinícius Santos propõe investigações de forma e de critérios de disposição que reorganizem as forças internas da obra. Essas investigações consideram a estrutura do trabalho e extraem dela seus motes: a ressignificação dos dados via articulação entre eles, abrindo espaço para interpretações distintas; a presença de objeto cronológico narrativo; a relação entre texto e imagem e entre os diversos acervos, com seus critérios de vizinhança e hierarquia; e, por fim, a presença do corpo do visitante na obra, diante das possibilidades de percursos, bem como de apreensão distendida, fragmentada ou total da montagem. Assim, quatro painéis móveis dão suporte à obra no Armazém 6, espacializando conceitos propostos e amparando o trabalho no âmbito do armazém. O projeto leva em conta tanto o visitante que acompanha os câmbios ao defini-los de fato como novas montagens que se relacionam, quanto o visitante de uma única vez, ao manter o trabalho reconhecível e íntegro a cada montagem. São elas: montagem primeira [16.10 a 19.10], montagem cronológica[20.10 a 23.10], montagem monolito [24.10 a 28.10], montagem amálgama [29.10 a 02.11], montagem grelha [03.11 a 08.11], montagem intercalada [09.11 a 13.11], montagem geográfica [14.11 a 18.11], montagem títulos [19.11 a 22.11], montagem oposta [23.11 a 25.11] e montagem aberta [26.11 a 29.11].

  • Ressaca tropical - Montagem Aberta
    Ressaca tropical - Montagem Aberta

    Montagem proposta pela equipe de montadores que participou das nove etapas anteriores: Gerson, Gustavo Nuñez, Marcelo Cortes e Sérgio Pimentel.

    Jonathas de Andrade
  • Ressaca tropical
    Ressaca tropical

    2009

    Instalação

    Fotografia: Del Re/Stein

    Jonathas de Andrade
  • Ressaca tropical - Montagem Grelha
    Ressaca tropical - Montagem Grelha

    2009

    Instalação

    Fotografia: Cristiano Sant'Anna

    Jonathas de Andrade
  • Ressaca Tropical - Montagem Monolito
    Ressaca Tropical - Montagem Monolito

    2009

    Instalação

    Fotografia: Del Re/Stein

    Jonathas de Andrade
  • Ressaca tropical - Montagem Primeira
    Ressaca tropical - Montagem Primeira

    2009

    Instalação

    Fotografia: Del Re/Stein

    Jonathas de Andrade
  • Ruínas da fala
    Ruínas da fala

    Vista da obra no Armazém A6 do Cais do Porto, na 7ª Bienal do Mercosul

    Foto: DelRe/Stein

    Adrià Julià
  • Ruínas da fala
    Ruínas da fala

    Instalação

    Foto: Eduardo Seidl

    Adrià Julià
  • Cinemaquete: Western
    Cinemaquete: Western

    2008

    Maquete e mini dvd players

    27 x 170 x 75 cm

    Cortesia Casa Triângulo

    Foto: del Re/Stein

    Raquel Garbelotti
  • En busca del cuadro sin nombre
    En busca del cuadro sin nombre

    2009

    Kamishibai y Orquesta Roja (Lola Granillo y Magdalena Jitrik)

    Performance

    Mariela Scafati
  • En busca del cuadro sin nombre
    En busca del cuadro sin nombre

    2009

    Montaje del segundo collage

    Foto: Del Re/Stein

    Especial agradecimiento a quienes han colaborado en la realización de la obra:

    Carlos Eduardo Galon (Kjú)
    Cassius Winck Medina
    Giana Kummer
    Hannah Beineke-
    Heloísa Germany
    Lola Granillo

     

    Mariela Scafati
  • En busca del cuadro sin nombre
    En busca del cuadro sin nombre

    2009

    Montaje del primer collage

    Foto: Magdalena Jitrik

    Mariela Scafati
  • En busca del cuadro sin nombre
    En busca del cuadro sin nombre

    2009

    Montaje del primer collage

    Foto: Magdalena Jitrik

    Mariela Scafati
  • Módulo lunar
    Módulo lunar

    2009

    Construção em tubos e conexões de PVC, placas de PVC, mantas de proteção térmica, rede de plástico, motores diversos, strobos, laser, máquina de fumaça, máquina de bolhas, circuito eletrônico óptico, teclado elétrico, amplificador, exaustores, alarmes e giroflex.

    3X2,80X2,80 m

    Coleção do artista

    Foto: Del Re/Stein

    Paulo Nenflídio
  • Módulo lunar
    Módulo lunar

    2009

    Construção em tubos e conexões de PVC, placas de PVC, mantas de proteção térmica, rede de plástico, motores diversos, strobos, laser, máquina de fumaça, máquina de bolhas, circuito eletrônico óptico, teclado elétrico, amplificador, exaustores, alarmes e giroflex.

    3X2,80X2,80 m

    Coleção do artista

    Foto: Del Re/Stein

    Paulo Nenflídio
  • En busca del cuadro sin nombre
    En busca del cuadro sin nombre

    2009

    Pintura sobre papel cartaz

    485 x 1000cm

    Foto: Del Re/ Stein

    Mariela Scafati
  • En busca del cuadro sin nombre
    En busca del cuadro sin nombre

    2009

    Pintura sobre papel cartaz

    485 x 1000cm

    Foto: Del Re/ Stein

    Mariela Scafati
  • Monumentos vandalizables: Abstracción de poder I, Abstracción de poder II
    Monumentos vandalizables: Abstracción de poder I, Abstracción de poder II

    2009

    Instalação, MDF, materiais diversos para vandalizar

    Foto: Del Re/ Stein

    José Carlos Martinat
  • Monumentos vandalizables: Abstracción de poder I, Abstracción de poder II
    Monumentos vandalizables: Abstracción de poder I, Abstracción de poder II

    2009

    Instalação, MDF, materiais diversos para vandalizar

    Foto: Del Re/ Stein

    José Carlos Martinat
  • Monumentos vandalizables: Abstracción de poder I, Abstracción de poder II
    Monumentos vandalizables: Abstracción de poder I, Abstracción de poder II

    2009

    Instalação, MDF, materiais diversos para vandalizar

    Foto: Del Re/ Stein

    José Carlos Martinat
  • Monumentos vandalizables: Abstracción de poder I, Abstracción de poder II
    Monumentos vandalizables: Abstracción de poder I, Abstracción de poder II

    2009

    Instalação, MDF, materiais diversos para vandalizar

    Foto: Del Re/ Stein

    José Carlos Martinat
  • Monumentos vandalizables: Abstracción de poder I, Abstracción de poder II
    Monumentos vandalizables: Abstracción de poder I, Abstracción de poder II

    2009

    Instalação, MDF, materiais diversos para vandalizar

    Foto: Del Re/ Stein

    José Carlos Martinat
  • Monumentos vandalizables: Abstracción de poder I, Abstracción de poder II
    Monumentos vandalizables: Abstracción de poder I, Abstracción de poder II

    2009

    Instalação, MDF, materiais diversos para vandalizar

    Foto: Del Re/ Stein

    José Carlos Martinat
  • Making of da produção da obra
    Making of da produção da obra

    Foto: Del Re/ Stein

    Cristóbal Lehyt
  • Making of da produção da obra
    Making of da produção da obra

    Foto: Del Re/ Stein

    Cristóbal Lehyt
  • Making of da produção da obra
    Making of da produção da obra

    Foto: Del Re/ Stein

    Cristóbal Lehyt
  • Supercell
    Supercell

    2009

    Instalação. Aço, cimento, aço inoxidável, madeira, latão, esmalte sintético e sistema de som.

    Foto: Del Re/ Stein

    Francisca García
  • Supercell
    Supercell

    2009

    Instalação. Aço, cimento, aço inoxidável, madeira, latão, esmalte sintético e sistema de som.

    Foto: Del Re/ Stein

    Francisca García
  • Supercell
    Supercell

    2009

    Instalação. Aço, cimento, aço inoxidável, madeira, latão, esmalte sintético e sistema de som.

    Foto: Del Re/ Stein

    Francisca García
  • Protocolo Ouro Preto
    Protocolo Ouro Preto

    2009

    Instalação, vídeo, performance, (Fabiano Gummo, RS, BR 1978)

    Foto: Del Re/ Stein

    Diego Fernández
  • Protocolo Ouro Preto
    Protocolo Ouro Preto

    2009

    Instalação, vídeo, performance, (Fabiano Gummo, RS, BR 1978)

    Foto: Del Re/ Stein

    Diego Fernández
  • Protocolo Ouro Preto
    Protocolo Ouro Preto

    2009

    Instalação, vídeo, performance, (Fabiano Gummo, RS, BR 1978)

    Foto: Del Re/ Stein

    Diego Fernández
  • Imigração e ilegalidade

    Uma artista que se dedica à temática da imigração. A chilena Ingrid Willdi, radicada na Suíça, entrevistou ao longo dos anos diversos latino-americanos que vivem na Europa. A reportagem é de Emanuela Pegoraro.

    Ingrid Willdi / Radiovisual
  • Ressaca tropical
    Ressaca tropical

    2009

    Instalação

    Fotografia: Del Re/Stein

     

    Jonathas de Andrade
  • Ressaca tropical
    Ressaca tropical

    2009

    Instalação

    Fotografia: Del Re/ Stein

    Jonathas de Andrade
  • Ressaca Tropical
    Ressaca Tropical

    2009

    Instalação

    Fotografia: Del Re/Stein

    Jonathas de Andrade
  • Ressaca tropical
    Ressaca tropical

    2009

    Instalação

    Fotografia: Del Re/Stein

    Jonathas de Andrade
  • Ressaca tropical
    Ressaca tropical

    2009

    Instalação

    Acervo da Fundação Joaquim Nabuco, Alcir Lacerda, Geraldo Delmas, jonathas de Andrade e outros

    Fotografia: del Re/Stein

    Jonathas de Andrade
  • En busca del cuadro sin nombre
    En busca del cuadro sin nombre
    Mariela Scafati
  • En busca del cuadro sin nombre
    En busca del cuadro sin nombre

    Fotografia: Del Re/Stein

    Mariela Scafati
  • En busca del cuadro sin nombre
    En busca del cuadro sin nombre

    Fotografia: Del Re/Stein

    Mariela Scafati
  • Blank Verse Armoire
    Blank Verse Armoire

    2007

    Madeira compensada e tinta branca

    190X100X80 cm

    Fotógrafo: Rodrigo Pereira

    Coleção do artista

    Courtney Smith
  • Blank Verse Armchair
    Blank Verse Armchair

    2007

    Madeira compensada e tinta branca

    80X60X60 cm

    Fotógrafo: Rodrigo Pereda

    Coleção privada, Nova Yorque

    Courtney Smith

A Árvore Magnética

Esta exposição surge a partir da prática artística, aonde os processos de transformação de obra e título em uma proposta curatorial são o efeito de um sistema de intercâmbio de forças, um sistema "magnetizado" e um fluxo de energias que põe o artista-curador e o artista-expositor e suas obras em um lugar de interrogação permanente. A proposta para esta exposição consiste em que as obras serão programadas por seus autores para serem modificadas ou transformadas radicalmente durante o período de exibição da 7ª Bienal. Todas as obras se transformarão dez vezes, com o objetivo final de mostrar ao público que os processos de desenvolvimento das obras não terminam no ateliê ou no início da exposição.  Deste modo, este método de trabalho propõe um olhar mais aproximado e direto com a crítica especializada, com a imprensa e especialmente com o público, todos provocados pela dinâmica das obras a repensar seu papel como atores determinantes no campo contemporâneo da arte.

As obras serão agrupadas de acordo com três dinâmicas de transformações, que se manifestarão, em primeiro lugar, na proposta chamada construtiva, aonde as obras somam elementos para comentar o ocaso da mostra. Um segundo bloco de obras desenvolverá a noção de neutralidade, no sentido de uma inatividade aparente. Finalmente, estarão as obras que abordarão suas transformações a partir de uma perspectiva destrutiva, aonde se verá, principalmente, um processo de subtração de suas partes. Em seu conjunto, a exibição A Árvore Magnética pretende ser um sistema vivo de trabalho artístico e um modelo de pensamento visual sobre o desenvolvimento das obras.

A partir de uma perspectiva autoral, trata-se de tornar visível o problema teórico que surge da exibição do novo, do outro, do estranho (na arte, nesse caso), com o fim de desestabilizar o eixo binário que geralmente opõe o estrangeiro (as obras, o artista, o curador) ao familiar (o contexto).  Neste sentido, o resultado de esta mostra deveria propor um saber nebuloso e instável, baseado na "desconfiança polar" que manifestam as seções da mostra.

 

Magnetic Tree

This exhibition springs from artistic practice. The processes of transformation that it involves, as well as its title, are the effect of an exchange of forces; a "magnetized system" and a flow of energies by which the artist-curator, the artist-exhibitor and his or her works are subject to constant interrogation. In this exhibition, the works are conceived to be modified or radically transformed over the course of the 7th Biennial. All the works will undergo ten changes in order to demonstrate to the audience that a work of art and its processes do not come to an end in the artist's studio or at the beginning of an exhibition. This formulation also entails a closer and more direct look at specialized criticism, the press and most significantly the audience, all of whom will be called upon by the dynamic of the exhibition and its works to rethink their role in the field of contemporary art.

The works will follow three diverse dynamics for change. First, a cluster entitled "constructive," where the works take on new elements in order to comment on the evolution of the show. A second group of works deals with the notion of neutrality in the sense of apparent inactivity. The final cluster of works tackles change from a destructive perspective, where, basically, parts of the works will be removed. As a whole, the Magnetic Tree exhibition attempts to be a living system for the artist's work and a model of visual thinking on art and its processes.

From an authorial perspective, this exhibition entails making visible the theoretical problem that revolves around the notion of exhibiting the new, the other and the foreign (art, in this case). In so doing, this exhibition aims to destabilize the binary that constructs an opposition between the foreign (artworks, artists and the curator) and the familiar (the context). As a result, this show will postulate nebulous and unstable knowledge based on the "suspicion of polarities" that its sections entail.