apresentação e representação

  • Sobre Severa Vigilância
    O filme Severa Vigilância (2008) do artista colombiano François Bucher propõe uma representação que deixa em dúvida as próprias convenções do teatro, enquanto questiona as diferenças entre documento e ficção, entre realidade e representação. Homônima da obra escrita pelo polêmico dramaturgo francês Jean Genet (1910-1986), a obra de Bucher se refere a um acontecimento na Universidade de Antioquia, em Medellín, Colômbia, em 1999. Segundo Bucher:  \"O vídeo incorpora vários níveis de violência: desde a que é, a que não é, a que poderia ter sido. Também assinala a indecisão entre a violência e a representação da violência, as quais permanecerão sempre suspensas dentro de uma ficção (e seu duplo).\" 
  • Breath
    \\\"Tendo em vista o nosso interesse em explorar esse lugar de enunciação, escolhemos como metáfora desta exposição o momento em que Samuel Beckett, prodígio da língua inglesa, decide deixar de lado seu virtuosismo para escrever em francês, língua praticamente desconhecida para ele, e começa a escrever toda a sua literatura nesse idioma estrangeiro. Esse deixar de lado as tradições e convenções que se manifesta em toda a obra de Beckett, encontra sua âncora, nesta exposição, no espetáculo Breath, a obra mais curta do escritor, com 40 segundos de duração, que envolve apenas o pôr em cena, luz e som, sem atores. O que determina, então, a constituição de uma cena? Daniela Thomas¸ reconhecida cenógrafa e cineasta brasileira, que foi convidada a encenar Breath, se refere à importância da \\\"cortina\\\" nessa obra como \\\"uma convenção antiquíssima, [que] determina o início do \\\"espetáculo\\\". É a partir da CURTAIN que o espetáculo de fato começa.\\\" - Victoria Noorthoorn
  • Touch
    Em seu vídeo Touch (2002), Janine Antoni propõe uma reflexão sobre a ideia do limite e sobre o equilíbrio entre situações paradoxais, quando caminha ao mesmo tempo sobre a corda bamba e sobre a linha do horizonte (de uma paisagem de sua Bahamas natal). Sobre a possibilidade de transitar nesse espaço impossível, entre real e ficcional, estabelece: \"Queria caminhar sobre a linha de minha visão, ou sobre a beira de minha imaginação. [...] Por fora, a natureza desenvolve-se, inconsciente de minha luta.\"
  • El Viento
    Para la 7ª Bienal do Mercosul, Sergio De Loof fue invitado a concebir y poner en escena un desfile para celebrar la inauguración de la Bienal. El desfile formo parte de la exposición Ficcoes do Invisível, y se realizo en el Almacén A4, Cais do Porto, Porto Alegre, el viernes 16 de octubre de 2009.
  • O Vento
    \"O desfile O Vento de Sergio De Loof movimenta-se em um registro paradoxal. Sob um aparente barroquismo e excesso de formas, assinala a precariedade da existência, a carência econômica e a fragilidade da situação do artista. Recentemente, referido como \"figura mítica do under portenho, a alma de bares, restaurantes e discotecas que foram convertidas em marcas de época, desenhista de moda fora das modas e, sobretudo, um artista admirado e discutido pela comunidade artística, capaz de produzir obras quase sem dinheiro, vendê-las por pouco valor e devolver à arte uma mística arrebatadora,\" De Loof tem conseguido, desde o princípio dos anos 1980, manter-se alternativo a todas as cenas oficiais. Seus desfiles-delírio postulam, a todo momento, uma crítica corrosiva, uma sátira e um cálido refinamento.\" - Victoria Noorthoorn
  • Oráculo

     

    Para o projeto Ao redor de 4´33´´,ARNALDO ANTUNES produziu a obra sonora Oráculo.  Trata-se de  uma grande leitura de um oráculo. É uma grande colagem onde entram textos de filosofia, fotonovela, convites, documentos, textos de reportagem, fragmento de poemas.

    Foi realizada uma leitura que vai esfacelando os sentidos conforme o ouvinte vai acompanhando o texto. Como a entonação é a mesma, parece uma única história. Na verdade, é uma seleção de 4 minutos e 33 segundos de uma grande leitura gravada anteriormente pelo artista.

     

     

    alteração dos sentidos / Ao redor de 4´33´´ / Arnaldo Antunes / artista como ator social / caixa de ressonância / ciência / conversas / corpo / desenho / escuta / grito / imagem / linguagem / por em cena / Radiovisual / subversão de categorias de espaço e tempo
  • Roscharch Creation
    Roscharch Creation

    2009

    Técnica mista

    185x224cm

    Cortesia da artista

    abstração política / Absurdo / Alejandra Seeber / circulação / desaprender o aprendido / enciclopédia paradoxal / Pintura

Ficções do Invisível reúne a artistas que ponen en escena su propia relación -o la de sus sujetos de estudio- con el proceso artístico, y así, al exponerse, exponen crudamente aquellos aspectos de la producción artística que habitualmente quedan borrados o sublimados en la obra terminada: la economía de medios, la construcción de los medios de expresión, la indagación interna, la estructura de los procesos, la relación entre obra y vida privada, las vicisitudes del artista en tanto sujeto social atravesado por determinaciones de edad, género, raza, religión, tradiciones, lenguajes...  La exposición explora la relación histórica entre las artes visuales y las artes performáticas desde la experiencia del artista que decide despojarse de toda convención, estructura, código o retórica propia del sistema en el cual su trabajo artístico se inserta. El artista se empeña en desaprender lo aprendido, en regresar a esa oscuridad que fue su punto de partida y medio inicial, y desarrolla un lenguaje no más puro, sino más directo y más pobre (siguiendo al escritor irlandés Samuel Beckett, "me puse a escribir, en francés, con el deseo de empobrecerme aún más. Ese fue el verdadero motivo"). Renuncia, así, al capital técnico y simbólico que la tradición ha acumulado en su aparente beneficio. La exposición se articula entre tres elementos: la figura solitaria del artista, o del sujeto a quien este ha elegido como protagonista de su obra; una puesta en escena, ya sea real o registrada; y el tiempo de la puesta en escena propiamente dicha. En algunos casos -en la obra teatral Breath (Aliento), de Samuel Beckett, en el desfile de Sergio De Loof, y en las obras coreográficas de Jérôme Bel y de Luiz de Abreu en el Theatro São Pedro- los autores activan la escena y el tiempo propios del teatro, del desfile, o de la danza, según sea el caso; en estos trabajos, el cuerpo y/o la voz forman la materia a partir de la cual se desarrolla el arte de componer el tiempo presente. En otros casos, el tiempo de la obra se articula o bien por medio del registro fílmico de la performance, o bien por medio de la temporalidad propia del film -Severa vigilancia de François Bucher y Limite de Mário Peixoto-. Juntos, todos los trabajos exploran la relación y las posibles paradojas y tensiones entre representación y presentación. Si la representación ubica el referente por fuera de la escena donde ella misma tiene lugar, la presentación más bien niega esta posibilidad de traslación a un espacio más allá de la escena, para adquirir su fuerza en lo que allí es. Esta exposición postula una tensión constante entre ambas estrategias, al punto que a veces no son fácilmente identificables. De hecho, nos interesa explorar cómo en algunos casos la escena parece desafiar a su eterna partenaire -la representación- para más bien avocarse al gesto extremadamente simple de presentación del artista en el momento de la enunciación más franca, más allá de modas, convenciones, movimientos o pretensiones. Esta presentación sucede, en esta exposición, ya sea literal (cuando el artista se pone en escena) o metafóricamente (cuando recurre a otro sujeto para la presentación de su discurso o de sus ideas). ¿Qué sucede, entonces, cuando la vida misma irrumpe en la escena -en el escenario del teatro o el marco de un filme- de manera simple, directa, sin artilugios? - Victoria Noorthoorn